Microbiota de secreções auriculares de cães isolada no Laboratório de Bacteriologia e Micologia do Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman - Rio de Janeiro, RJ

Danielle da Cruz Bonatto, Ricardo Brustein, Poliana Curvelo Costa de Araújo, Giselia de Aquino Daher, Kátia de Paula Silva
1999 Revista Brasileira de Ciência Veterinária  
Resumo Foi estudada a flora microbiana do conduto auditivo de 114 cães, sendo as amostras coletadas com swabs para exame microbiológico. Os microrganismos mais freqüentemente isolados foram: Staphylococcus epidermidis (33,9%), Pseudomonas aeruginosa (13,6%), Streptococcus sp (9%), Proteus sp (7,9%), Escherichia co/i (6,8%), Malassezia pachydermatis(7,3%), Staphy/ococcus aureus (5,6%), Staphylococcus sp(4%), Pseudomonas sp(4%), Proteus mirabi/is (3,4%), Klebsiella sp (2,8%) e Citrobacter sp (1
more » ... %). Palavras-chave: otite externa; microbiota; bactérias; cães. O conduto auditivo dos cães e gatos apresenta uma grande variedade de microrganismos que se encontram em equilíbrio com o hospedeiro, desde que não leve a predisposição à inflamação, devido a uma série de fatores diferenciados (Greene, 1990). Algumas bactérias e fungos, em números relativamente baixos, pertencem à microbiota normal do ouvido externo. Dentre eles, a proliferação de Staphylococcus intermedius e Malassezia pachydermatis, respectivamente, está associada a otites (Lobell et ai., 1996). As bactérias que infectam o canal auditivo são Proteus sp, Pseudomonas sp, Staphylococcus sp, Streptococcus sp, Corynebacterium sp, coliformes e difteróides; e fungos como, por exemplo, a Malassezia pachydermatis(comumente isolado de ouvidos sadios e doentes de cães). A ocorrência de estafilococos e estreptococos em ouvidos normais e inflamados é similar, o que sugere serem comensais do canal auditivo externo; outros microrganismos como Proteus spe Pseudomonas sp são raramente isolados na otite externa crônica (Frase r et ai. , 1970; Little, 1996) . Visando a estudar a flora microbiana do conduto auditivo, foram examinados 114 cães, no laboratório de bacteriologia e micologia do Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman durante o período de janeiro a novembro de 1997. Os animais eram de ambos os sexos, de raças diversificadas, sem terem recebido qualquer tratamento prévio com soluções tópicas e sistêmicas de antibióticos e corticóides. As amos-tras foram coletadas com swabs estéreis e imediatamente encaminhadas ao laboratório para o exame bacteriológico. a) As amostras eram submetidas, após coloração pelo Gram, ao cultivo em Caldo Cérebro Coração-BHI (DIFCO I 0037 -17) e incubando-se a 37ºC por 24h. b) Após o período de incubação realizou-se a confecção de esfregaços corados pelo método de coloração de Grame, de acordo com a morfologia observada, semeou-se nos meios específicos. Para cocos Gram-positivos (CGP) utilizava-se o caldo para Estreptococos (MERCK /5453), Ágarsangue (DIFCO /5448) e o Ágar Chapman (DI FCO /5469), sendo incubados na estufa a 37ºC /24h. Para o isolamento de bastonetes Gram-negativos (BGN), usou-se o meio EMB (Bio Merrieux/51331) em placas, sendo incubadas em estufa a 37ºC por 24h. A partir de colônias isoladas, passava-se às provas bioquímicas complementares, seguindo-se os critérios propostos por (Carter, 1975). c) Foram utilizados os kits Bac-Tray I, . 11 e 111 (DIFCO). O sistema compõe-se de três diferentes conjuntos de provas bioquímicas. Duas destas se destinam à identificação de BGN, oxidase-negativa (enterobactéria ou não) Bac-Tray I e 11. O terceiro conjunto foi utilizado para aquelas BGN oxidase-positivas, Bac-Tray 111. Cada conjunto do sistema compõe-se de dez diferentes substratos contidos em suporte de poliestireno descartável, proporcionando rápida e fácil inoculação simultânea. A identificação bacteriana está baseada na obtenção de 3, 4 ou 7 ·Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman.
doi:10.4322/rbcv.2015.132 fatcat:e4mwchjyrjbqrcqj7hi3gviafq