CONSIDERAÇÕES SOBRE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS DE EDUCAÇÃO INTERCULTURAL

Luana Ewald (UFSC)
2020 Macabéa  
The discussion about intercultural education aims to reflect on the right of minority communities to access their language in a school context, in educational management and cultural dialogue, in addition to the "post-modern celebration of diversity". In this article, the objective is to reflect on the debate focused on political movements that underlie educational guidelines for German-speaking communities in Southern Brazil over a section of national linguistic history. To this end, in the
more » ... this end, in the light of a critical debate on language policies, through a bibliographic review, discussions of research located in the context of minority languages, more specifically immigration, are resumed and problematized, as is the case of the German language spoken in Santa Catarina, southern region of the country. Studies have signaled the subordinate relationship that groups of linguistic minorities in Brazil suffer throughout a history of social and political exclusion, as a result of invisibility practices. These practices, strongly linked to ideologies that build an idealized representation of national 1 Este artigo é parte de uma pesquisa maior em desenvolvimento em INSTITUIÇÃO/GRUPO DE PESQUISA (a fim de preservar o sigilo da autoria, o omito dados que podem revelá-la). P á g i n a | 605 Macabéa -Revista Eletrônica do Netlli | V.9., N.1., OUT.-DEZ. 2020, p. 604-617. identity and legitimate language, constitute barriers to human rights in general, consequently promoting social injustice. Resumo A discussão acerca da educação intercultural pretende refletir no direito de comunidades minoritárias ao acesso à sua língua em contexto escolar, na gestão educacional e no diálogo cultural, para além da "celebração pós-moderna da diversidade". No presente artigo, objetiva-se refletir sobre o debate voltado aos movimentos políticos que subjazem orientações educacionais para comunidades de língua de imigração alemã no Sul do Brasil ao longo de um recorte da história linguística nacional. Para tanto, à luz de um debate crítico sobre políticas linguísticas, por meio de uma revisão bibliográfica, retomam-se e problematizam-se discussões de pesquisas situadas em contexto de línguas minoritarizadas, mais especificamente de imigração, como é o caso da língua alemã falada em Santa Catarina, região Sul do país. Estudos têm sinalizado para a relação de subalternidade que grupos de minorias linguísticas no Brasil sofrem ao longo de uma história de exclusão social e política, como resultado de práticas de invisibilização. Essas práticas, fortemente vinculadas a ideologias que constroem uma representação idealizada de identidade nacional e de língua legítima, constituem barreiras aos direitos humanos de maneira geral, consequentemente promovendo a injustiça social. Entradas para indexação
doi:10.47295/mren.v9i4.2519 fatcat:nhxnx326avfrxeaoaolekxw2zi