Efeitos comportamentais, neuroquímicos e imunes do estresse de contenção em camundongos de alta e baixa imobilidade selecionados pelo teste de suspensão da cauda [thesis]

Thiago Moirinho Reis e Silva
Título: Efeitos comportamentais, neuroquímicos e imunes do estresse de contenção em camundongos de alta e baixa imobilidade selecionados pelo teste de suspensão da cauda. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Neurociências Em meados de 2006, durante minha graduação em Psicologia, eu conheci a profᵃ. Drᵃ. Maria Martha Bernardi. Desde essa época eu me aproximei de seu trabalho, começamos a conversar e, a partir de 2007, ela se tornou minha orientadora. Entre as muitas
more » ... rsas que tivemos ao logo desse tempo, desde as corriqueiras, munidas de café e cigarro, até aquelas sobre projetos e ciência em si, há uma frase em especial que me marcou: "ao subirmos uma escada Thiaguinho, é necessário dar um passo de cada vez", tinha ela o costume de me dizer. Por diversas vezes recorri esta frase para me organizar nos afazeres da vida científica e, muitas vezes, na vida pessoal também. Recentemente eu dei um dos passos mais difíceis, se não o mais difícil até agora. Em meados de 2016 eu fui diagnosticado com um linfoma. A típica notícia que faz as pernas tremerem e o folego faltar. Comigo não foi diferente, e da noite para o dia eu vi quase todas as minhas atividades diárias serem paralisadas, salvo algumas que tentei manter como uma medida de manter minha própria sanidade. Esse momento, por mais difícil que tenha sido, também contribuiu para ver quem são aqueles que nos apoiam incondicionalmente e a importância disso. Se eu consegui, como me foi confidenciado depois por amigos próximos, ter lidado bem com tudo o que aconteceu, eu acredito que isso só foi possível porque tive pessoas incríveis do meu lado. Hoje eu estou curado e gostaria de agradecer todas as pessoas que me apoiaram naquele momento (e ainda me apoiam) com seu suporte e amizade e que, de alguma maneira, direta ou indiretamente, colaboraram com a realização desse trabalho. Eu gostaria de agradecer todos os meus amigos da pós-graduação, pessoas que já estão há alguns anos na minha vida e que sempre me ajudaram, não somente com a pesquisa, direta ou indiretamente, mas também sempre sendo pessoas com que pude contar em momentos difíceis. Gostaria de agradecer a Gostaria de agradecer a todos os professores que de alguma forma me ajudaram, Cristina de Oliveira Massoco Salles Gomes e Helenice de Souza Spinosa. Um agradecimento especial ao prof. Dr. João Palermo-Neto, primeiro professor a me receber no grupo de pesquisa em neuroimunomodulação e ao Prof. Dr. Luciano Freitas Felício, por sempre confiar em minhas habilidades e estabelecendo importantes colaborações. Aos professores e grandes amigos Frederico Azevedo Costa-Pinto e Jean Pierre, por diversas tardes etílicas discutindo-se ciência e munidas de alto e bom som. Gostaria de agradecer a todos os funcionários do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, principalmente a Nicolle Queiroz, Vagner Gonçalves, Herculano Pereira e Magaly por todo auxílio, seja ele no laboratório ou na realização de experimentos, e um agradecimento especial a Luciana Bandini por todo cuidado com os animais enquanto estiveram no biotério. Gostaria de agradecer a toda minha família, meu pai Ademir, minha mãe Cristina e meu irmão Lucas por todo o suporte durante a realização da minha tese como todo apoio que recebi durante o tratamento do linfoma. Sem o apoio de vocês nada disso seria possível. Gostaria de agradecer a toda Família Relvas, em especial a Luiz Fernando Relvas que sempre me ajudou disponibilizando informações sobre meu estado de saúde como também os remédios que me auxiliaram durante todo o tratamento. Gostaria de agradecer a minha namorada, Carolina Relvas. Sem o seu apoio, sem seu incentivo e sem o seu companheirismo nada disso seria possível. Você esteve comigo durante todo esse processo, sempre com um sorriso. E eu sei o quanto foi difícil para você. Tudo o que você fez e faz ainda hoje só faz meu amor e minha admiração crescer. Não importa o que o futuro nos reserva, você sempre terá o meu respeito e carinho incondicional. Gostaria de agradecer meus amigos da clínica, principalmente a Livia Lemos Zanin pela constante parceria e amizade. Gostaria de agradecer por fim, a minha orientadora profᵃ. Drᵃ. Maria Martha Bernardi, que sempre me apoiou e instigou meu interesse pela pesquisa e a ciência. Seu auxilio durante a tese, não somente através de nossas discussões, mas também nos momentos em que não pude estar presente. Todos esses momentos foram fundamentais no desenvolvimento desse trabalho. Tudo o que aprendi com você até hoje me faz todo dia um melhor profissional e uma melhor pessoa. Saiba que estimo muita nossa amizade e acredito que nossas colaborações ainda irão gerar muitos frutos. ABSTRACT REIS-SILVA, T. M. Behavioral, neurochemical and immune effects of restraint stress in mice of high and low immobility selected by the tail suspension test. [Efeitos comportamentais, neuroquímicos e imunes do estresse de contenção em camundongos de alta e baixa imobilidade selecionados pelo teste de suspensão da cauda]. 2018. 126 f. Tese (Doutorado em Ciências) -Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2018. Stress stands out as an important risk factor for the development of different diseases. Currently recognized as a global epidemic by the World Health Organization and affecting more than 90% of the world population, stress can be strongly associated with mental disorders. Among these, depression can be highlight affecting alone about 350 million people worldwide. Few types of emotional stresses, such as sadness, and others which the organism is affected for long periods, have demonstrated to be capable of promoting immune dysfunctions and behavioral disorders. These changes can be understood through the interdisciplinary field of study of the neuroimmunomodulation, since it can trigger specific responses in the hypothalamic-pituitary-adrenal axis, which, therefore, could modulate different physiological effects resulting from the exposure to stress. Among these effects, it is possible to highlight the capacity of resilience and / or resistance to stress, which can confer a differentiated capacity of recovery, as well as increase in the susceptibility to diseases. Considering the distinct aspects of stress and the different pathological conditions associated, this study aimed to evaluate the behavioral, neurochemical and immune effects of two-hour of restraint stress in mice selected for a different profile of stress reactivity to the inescapable stress of the tail suspension test. For this, male mice of high and low immobility were previously selected and submitted to different tests before and after exposure to a two-hour restraint stress protocol for the analysis of: (i) the depressive and anxiety-like behaviors; (ii) concentrations of neurotransmitters in the prefrontal cortex, hypothalamus and midbrain; (iii) expression of proinflammatory cytokines in the prefrontal cortex and hypothalamus. Our results showed that animals of high and low immobility presented different behavioral profiles before and after exposure to stress and presented a distinct grooming behavior after the restraint stress. Exposure to stress also promoted changes between the serotonergic, dopaminergic and noradrenergic concentrations between animals of high and low immobility in the prefrontal cortex, hypothalamus and midbrain. In addition, the immune profile revealed to be altered among these animals, especially in TNF-α in the hypothalamus, showing an activation of stressrelated systems. Considering the set of data presented, our results suggest a differentiated activation of the hypothalamic-pituitary-adrenal axis between mice of high and low immobility and, also, that the animals of low immobility present a resilience profile to the restraint stress, having high immobility animals the opposite profile.
doi:10.11606/t.47.2018.tde-04072018-153808 fatcat:7wtxl73wlfffxcelz2hgft76gi