A EPIDEMIOLOGIA DA HANSENÍASE NO ESTADO DA PARAÍBA

Kleane Maria Da Fonseca, Azevedo Araújo, Heloisy Alves De Medeiros Leano, Rayssa Nogueira, Rodrigues, Isabela De, Caux Bueno, Gabriela De Cássia, Ribeiro, Francisco Felíx, Lana
2016 Hansenologia Internationalis   unpublished
Introdução: A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica, de grande magnitude e transcendência. Causada pelo Mycobacterium leprae, quando não diagnosticada e tratada precocemente pode levar à lesão de nervos periféricos, acarretar deformidades e incapacidades físicas. Na perspectiva de eliminar a hanseníase como problema de saúde pública, o que significa atingir o valor de menos de 1 caso para 10.000 habitantes, torna-se relevante estudos que monitorizem por meio de indicadores o
more » ... ndicadores o progresso de eliminação da doença em países, estados e municípios. Objetivos: Caracterizar o comportamento epidemiológico da hanseníase no estado da Paraíba no período de 2001 a 2015. Materiais e Métodos: Estudo do tipo ecológico de tendência. A população foi constituída de 11.679 casos novos de hanseníase, residentes na Paraíba, registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período em estudo. Os indicadores utilizados foram: taxa de detecção geral, taxa de detecção em menores de 15 anos, taxa de grau 2 de incapacidade física e proporção de casos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física no diagnóstico. Os indicadores foram calculados no Software Microsoft Excel (versão 2010). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Campina Grande através do protocolo de número CAAE: 54682416.2.0000.5182. Resultados: Dos 11.679 casos novos de hanseníase notificados no período em estudo, 837 (7,2%) destes eram menores de 15 anos. Quanto à classificação operacional 52% foram diagnosticados como paucibacilar e 48% multibacilar. No que se refere a forma clínica 19% foram diagnosticados indeterminada, 29% tuberculóide, 25% dimorfa e 15% Virchowiana. Observou-se uma queda nas taxas de detecção geral e em menores de 15 anos, passando de 22,95 para 13,77 e de 6,51 para 2,89 por 100 mil habitantes, respectivamente. Segundo parâmetro do Ministério da saúde ambas as taxas passaram de muito alta para alta endemicidade e apresentaram taxas com curva ascendente de 2001 a 2005 e declínio a partir de 2006. No tocante a taxa de grau 2 de incapacidade física houve oscilações durante todo o período em estudo e uma tendência de queda mais amena, passando de 1,51 para 1,01 por 100 mil habitantes. Enquanto que a proporção com grau 2 de incapacidade física no diagnóstico, também obtiveram oscilações durante o período em estudo, porém com uma tendência crescente, passando de 7,7% para 8,7%, ainda configurando-se como uma média efetividade na detecção precoce dos casos, segundo parâmetros do Ministério da Saúde. Conclusões: Apesar da hanseníase estar em declínio na Paraíba, a exemplo do Brasil, percebe-se pelos indicadores epidemiológicos que a transmissibilidade continua ativa. Dessa forma, ações de diagnóstico precoce e tratamento oportuno, bem como, busca ativa e educação em saúde devem ser fortalecidas pelos serviços de saúde, a fim de romper com a cadeia de transmissibilidade da doença. Ademais, políticas sociais com vistas à redução das iniquidades são de extrema importância, dado que a hanseníase é enfermidade de cunho eminentemente social. Palavras-chaves: hanseníase, epidemiologia, doenças endêmicas EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE PESQUISA OPERACIONAL
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