O DEBATE INTELECTUAL URUGUAIO SOBRE A AMÉRICA LATINA E OS EUA DO PÓS-SEGUNDA GUERRA: ENTRE DEMOCRACIAS E REVOLUÇÕES

Mateus Fávaro Reis
2009 História Revista  
Mestre em História pela UFMG. RESUMO: Este artigo tem por objetivo abordar o debate de significativos intelectuais uruguaios sobre a América Latina e os Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial. Em particular, pretende enfocar as interpretações elaboradas por dois dos principais expoentes das esquerdas reformistas do Uruguai: Emilio Frugoni e Carlos Quijano. Estes entrecruzaram seus olhares, criticaram as ações norteamericanas na América Latina, dedicaram especial atenção aos processos
more » ... o aos processos revolucionários da Guatemala, Bolívia e Cuba, e também para o Brasil de João Goulart. Suas interpretações convergiram, ao preconizar os canais democráticos para a transformação das coletividades latino-americanas, principalmente em relação ao Uruguai. PALAVRAS-CHAVE: Emilio Frugoni, Carlos Quijano, América Latina, Democracia, Revoluções. NOVOS HORIZONTES DO URUGUAI DE MEADOS DO SÉCULO XX Entre 1942 e 1973, o Uruguai exercitou um importante período democrático, ao retomar os principais elementos do debate político edificado ao longo das três primeiras décadas do século XX, que havia sofrido interrupção durante os governos ditatoriais, entre 1933 e 1942. Em convergência à ascensão dos movimentos em prol da democracia, ocorreu uma significativa diversificação dos espaços culturais e intelectuais, devido aos investimentos realizados pelo Executivo, particularmente, entre 1945 e 1955. Essa ampliação dos locais de sociabilidade dos intelectuais, somavase ao projeto editorial Acción, responsável pela publicação do semanário Marcha,veiculado de 1939 a 1974, que atuou como um dos principais veí-Recebido em 3 de março de 2008 Aprovado em 30 de junho de 2008
doi:10.5216/hr.v13i2.6647 fatcat:psdt3cj425cw3ley7tnxcjqbuu