Prevalência de dores nas costas e fatores de risco relacionados ao estilo de vida de escolares do Rio Grande do Sul / Prevalence of back pain and risk factors related to the lifestyle of schoolchildren in Rio Grande do Sul

Thassiane Alves Jachstet, Bruna Nichele Da Rosa, Emmanuelle Francine Detogni Schmit, Vanessa Rui, Lucas Gabriel Henn, Cláudia Tarragô Candotti
2022 Brazilian Journal of Development  
RESUMO Objetivo: Identificar quais fatores relacionados ao estilo de vida são preditores para a ocorrência de dor nas costas em escolares do Rio Grande do Sul.Métodos: Foram avaliados 1129 escolares provenientes de todas as sete regiões do estado do Rio Grande do Sul, com idades entre 11 e 18 anos, que preencheram o questionário autoaplicável Back Painand Body PostureEvaluationInstrument (BackPEI). As variáveis analisadas foram: presença, frequência e intensidade da dor nas costas nos últimos
more » ... ês meses e os possíveis fatores de risco associados, relacionados ao estilo de vida, como os hábitos comportamentais e posturais. Foi realizada uma análise univariada para identificar os fatores com associação significativa à presença de dor nas costas, os quais foram incluídos no modelo da regressão logística binomial. Foram extraídas as razões de chance (OddsRatio -OR) para a ocorrência de dor nas costas.Resultados: A prevalência de dor nas costas entre os escolares foi de 68,6%, variando de 62,9% a 82,8% entre as regiões do estado. Houve associação significativa entre dor nas costas e tipo de mochila utilizada para transporte do material escolar e a postura adotada para dormir. Na regressão logística binomial os dois fatores foram considerados preditores significativos para a ocorrência de dor nas costas. Conclusões: Foi encontrada elevada prevalência de dor nas costas entre os escolares do Rio Grande do Sul. Aqueles que utilizam mochilas diferentes ao tipo de duas alças e que dormem em decúbito ventral apresentam 2 e 1,4 mais chances, respectivamente, de ocorrência de dor nas costas. Palavras-chave: dor nas costas, medidas em epidemiologia, fatores de risco, criança, adolescente.
doi:10.34117/bjdv8n2-095 fatcat:hu2apxxqp5ggxcyqhnrk3ns36i