Psicoestimulantes na vida acadêmica: efeitos adversos do uso indiscriminado

Gabriel Pina Paiva, Antonio Filipe Galheira, Mateus Tomáz Borges
2020 ARCHIVES OF HEALTH INVESTIGATION  
Introdução: Os psicoestimulantes são drogas que aumentam o estado de alerta e concentração dos seus usuários e são usados principalmente no tratamento de TDAH e narcolepsia. Entretanto, o uso dessas substâncias como potenciadores cognitivos tem crescido exponencialmente na busca por um rendimento melhor nos estudos ou no trabalho. Nesse cenário, algumas questões são levantadas a respeito dos efeitos nocivos para os usuários de psicoestimulantes. Objetivo: avaliar a prevalência do uso de
more » ... imulantes e correlacionar com a utilização de outras substâncias, de modo a entender as causas e as consequências do uso indiscriminado do metilfenidato. Material e método: Revisão bibliográfica de livros, artigos e publicações sobre o tema e análise de pesquisas realizadas sobre o uso do metilfenidato para melhor compreensão do assunto. Resultados: Estudos mostraram que os principais motivos da utilização do metilfenidato são melhorar a atenção e aumentar o estado de vigília durante o consumo de álcool e de outras drogas. Conclusão: O uso indiscriminado de potenciadores cognitivos em longo prazo pode alterar vias noradrenérgicas e dopaminérgicas, predispondo transtornos obsessivos compulsivos e aditivos.Descritores: Estimulantes do Sistema Nervoso Central; Metilfenidato; Transtorno da Personalidade Compulsiva.ReferênciasOutram SM. The use of methylphenidate among students: the future of enhancement? J Med Ethics. 2010;36(4):198-202.Freese L, Signor L, Machado C, Ferigolo M, Barros HMT. Non-medical use of methylphenidate: a review. Trends Psychiatry Psychother. 2012;34(2):110-15.Ortega F, Barros D, Caliman L, Itaborahy C, Junqueira L, Ferreira CP. A Ritalina no Brasil: produções, discursos e práticas. Interface Comum Educ Saúde. 2010;14(34):499-510.Itaborahy C. A Ritalina no Brasil: uma década de produção, divulgação e consumo [dissertação]. Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social, Universidade Estadual do Rio de Janeiro; 2009.Urban KR, Gao WJ. Performance enhancement at the cost of potential brain plasticity: neural ramifications of nootropic drugs in the healthy developing brain. Front Syst Neurosci. 2014;8:38.Bassols AM, Sordi AO, Eizirik CL, Seeger GM, Rodrigues GS, Reche M. Prevalência de estresse em uma amostra de estudantes do curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rev HCPA. 2008; 28(3):153-57.Pereira DS, Souza RS, Buaiz V, Siqueira MM. Uso de substâncias psicoativas entre universitários de medicina da Universidade Federal do Espírito Santo. J bras psiquiatr. 2008;57(3):188-95.Barros D, Ortega F. Metilfenidato e aprimoramento cognitivo farmacológico: representações sociais de universitários. Saúde Soc. 2011;20(2):350-62.Cruz TC, Barreto Junior EPDS, Gama MLM, Maia LCDM, Melo Filho MJXD, Manganotti Neto O et al. Uso não prescrito de metilfenidato entre estudantes de medicina da Universidade Federal da Bahia. Gazeta Méd Bahia. 2011;81(1):3-6.Cesar ELR, Wagner GA, Castaldelli-Maia JM, Silveira CM, Andrade AG, Oliveira LG. Uso prescrito de cloridrato de metilfenidato e correlatos entre estudantes universitários brasileiros. Rev Psiq Clín. 2012;39(6):183-88.Carneiro SG, Prado AST, Araújo ECJ, Moura HC, Strapasson JF, Rabelo NF et al. O uso não prescrito de metilfenidato entre acadêmicos de Medicina. Cadernos UniFOA: Edição Especial Ciênc da Saúde e Biol. 2013:53-9.Pasquini NC. Uso de metilfenido (mfd) por estudantes universitários com intuitode "turbinar" o cérebro. Rev Biol Farm. 2013;9(2):107-13.Mota JS, Pessanha FF, Prevalência do uso de metilfenidato por universitários de Campos dos Goytacazes, RJ. Vértices. 2014;16(1):77-86.Silveira RR, Lejderman B, Ferreira PEMS, Rocha GMP. Patterns of non-medical use of methylphenidate among 5th and 6th year students in a medical school in southern Brazil. Trends Psych Psychother. 2014; 36(2):101-06.Affonso RS, Lima KS, Oyama YM, Deuner MC, Garcia DR, Barboza LL et al. O uso indiscriminado do cloridrato de metilfenidato como estimulante por estudantes da área da saúde da Faculdade Anhanguera de Brasília (FAB). Infarma. 2016;28(3):166-72.Wille ARF, Salvi JO. Prevalência do uso de metilfenidato em acadêmicos de um centro universitário em Ji-Paraná, Rondônia. BJSCR. 2018;24(3):13-9.Tolentino JEF, Silva Neto JP. O uso off label de metilfenidato entre estudantes de medicina para aprimoramento do desempenho acadêmico. CCS 2019;30(1): Ahead of Print - AOF)Lima RF. Compreendendo os mecanismos atencionais. Ciência e Cognição. 2005;6:113-22.Rotta NT, Ohlweiler L, Riesgo RS. Transtorno da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. São Paulo: Artmed; 2016.Stahl SM. Psicofarmacologia – bases neurocientíficas e aplicações práticas. Guanabara Koogan; 2014.Brunton LL, Chabner BA, Knollmann BC. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman & Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH Editora; 2002.Gillick BT, Zirpel L. Neuroplasticity: an appreciation from synapse to system. Arch phys med rehabil. 2012;93(10):1846-55.Gomes KM, Souza RP, Inácio CG, Valvassori SS, Réus GZ, Martins MR et al. Avaliação do ciclo claro e escuro no comportamento relacionado à ansiedade e à depressão em ratos de diferentes cidades após tratamento crônico com hidrocloridrato de metilfenidato. Rev bras psiquiatr. 2011;33(1):55-8.
doi:10.21270/archi.v8i11.4660 fatcat:iynlel3zxrfhvh7bvx2uvukgji