Emprego formal no RS: por onde sobe a maré?

Guilherme De, F Sobrinho, Francisco Carrion
unpublished
O comportamento do emprego formal no mercado de trabalhio gaúcho, durante o ano 2000, é o tema deste artigo, que toma como sua fonte básica os dados dó Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Duas evidências iniciais merecem destaque: em primeiro lugar, o comportamento do emprego, apreendi-do pelo saldo entre admissões e desligamentos, mostrou-se significativamente positivo tanto para o agregado nacional quanto para o Estado e, em segundo,
more » ... a variação obtida para o Rio Grande do Sul foi um pouco mais alta do que para o agregado nacional (3,40% contra 3,20%). Buscou-se investigar como os dife-rentes setores e subsetores de atividade econômica contribuíram para essa performance do mercado de trabalho gaúcho, bem como caracterizar o perfil dos trabalhadores incorporados à ocupação formal, segundo características pessoais selecionadas (escolaridade, sexo e idade).^ * Sociólogo, Técnico da FEE. O autor agradece aos colegas do Núcleo de Estudos do Trabalho (NET) da FEE pelas sugestões apresentadas a uma versão preliminar deste texto. Dentre eles, Sheila S. W. Sternberg foi, uma vez mais, uma importante interlocutora, profunda conhecedora que é das sutilezas metodológicas das bases de dados do Ministério do Trabalho e Emprego, ' Hesitei em dedicar um texto tão prosaico a um cara tão grande. Fica como um afetuoso protesto pela surpresa e pela precocidade da partida. ' Compreensivelmente, o foco recai sobre essa "parcela" acrescentada, durante o ano 2000, ao estoque de postos de trabalho do mercado gaúcho. Ao longo do texto, como recurso de simpli-ficação, faz-se referência às "novas" ocupações, ou aos empregos "gerados" no período. Cabe ressaltar, no entanto, que essa não é uma formulação rigorosa, pois está-se considerando o saldo líquido e não todos os novos postos. Tomando-se um exemplo: em um setor de atividade que, ao final de 1999, tinha 10 mil empregos podem, no decorrer do ano 2000, ter sido eliminados cinco mil e criados outros sete mil. Nesse caso, o setor teria sete mil novos empre-gos, mas o saldo líquido seria de dois mil. A expressão "novos empregos" poderia dar margem, ainda, a uma confusão adicional entre postos e vínculos de trabalho: a substituição de um trabalhador gera um vínculo contratual novo para um posto preexistente, e a implantação de um empreendimento, por sua vez, cria novos postos. De qualquer forma, não é a "novidade" o interesse deste exercício de análise, mas as variações quantitativas de contingentes.
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