Influência do ambiente e relações predador-presa em uma comunidade de mamíferos terrestres de médio e grande porte em Floresta Ombrófila Densa [thesis]

Maísa Ziviani Alves
Agradeço enormemente a quem caiu de pára-quedas nesse doutorado e me ajudou muito. Cris Bondioli, que saiu da sua área genética e corrigiu minha qualificação simplesmente pra me ajudar, por ver meu desespero rs. Lê, minha primeira orientada oficial, que chegou querendo trabalhar com mamíferos a qualquer custo (já tinha visto esse filme antes rs) e acabou me ensinando mais do que aprendendo. Kelly, que me ajudou muito em campo, em 2013, e enfrentou as pirambeiras da Mata Atlântica junto comigo.
more » ... tica junto comigo. Bia, que lá do México, tirou um tempo da sua viagem pra corrigir meus abstracts. Muito obrigada meninas!! Agradeço a todos do LEMaC, que fizeram parte, direta ou indiretamente, da minha trajetória nestes anos na ESALQ, pois todos, de alguma forma, colaboraram na minha formação profissional. Aos meus ajudantes de campo Vítor, Alex, Bru, Carol, João e Yuri! Em especial, João e Bru, que acompanharam todos os campos de 2013 e 2014, respectivamente. Valeu pelas aventuras pessoal! Também agradeço muito a Ana, que topou tabular meus dados de aves. E ao Vinicius, que chegou há pouco tempo e embarcou comigo na supervisão de vários alunos nesse último ano caótico do doutorado. Agradeço também ao pessoal do LMQ, ex e atuais, pois todos foram muito importantes nestes anos de pós-graduação. Valeu pela companhia, amizade, cafés, amigossecretos e por todos os momentos felizes nestes anos de convívio! Agradeço, em especial, a Rafa e a Eimi, que me ajudaram demais com uma das coisas mais difíceis que enfrento na ecologia, a estatística!! Meninas, não há como agradecê-las tamanha ajuda desde aquela bendita disciplina em SP! Muito obrigada! Também não posso deixar de fazer um agradecimento especial ao Jeff, técnico do laboratório. Sem você aquilo não é nada! Super obrigada por tudo nestes anos de LMQ! Agradeço a um anjo, Giovana, que salva qualquer pós-graduando, me incluindo nessa! Gi, você foi muito mais do que a secretária do programa de pós, foi uma amiga que me escutou, aconselhou, ensinou e ajudou mil vezes. Gratidão enorme por tudo! Agradeço aos amigos que fiz durante nesses anos de pós-graduação e que é o melhor que levo dessa fase da minha vida! Em especial, aos que estiveram mais presentes durante o doutorado, aguentando minhas lamúrias e aflições! rs Bru Oliveira, Dani Laranja, Carol Garuti, Carol Ortiz, Clau Campos, Eimi, Erica, Fran, Josi, Mari Lands, Rafa, Rê e Van, gratidão por me ouvirem e me ampararem nas maiores dificuldades! Agradeço, separadamente, pela ajuda na finalização da tese, a Ju, corrigindo meu inglês, Jô, checando os nomes científicos, e claro as duas por lerem todo o trabalho, assim como a Rê, na correção do capítulo 2, além de todo o carinho e atenção de vcs três, sempre! 9 Agradeço à equipe do Instituto Ecofuturo, do Parque das Neblinas, local deste estudo, pela atenção, ajuda e logística de campo. Muito obrigada ao diretor Paulo Groke, que permitiu o desenvolvimento deste trabalho. Agradeço também ao pessoal da parte administrativa, Cleia, Guilherme e Michele, que sempre deram todo suporte necessário aos campos. E agradeço, especialmente, aqueles que fizeram esse estudo acontecer, embrenhando comigo na mata, passando perrengue e acreditando que valia a pena! Minha eterna gratidão aos meus guias de campo David, Marquinho e Xandó! Sem vocês nada disso seria possível! Agradeço também Ricardo e Robertinho, que auxiliaram em alguns campos, e também pelas conversas sobre os animais do Parque. Muito obrigada a todos vocês! Agradeço ao Instituto Pró-Carnívoros e à presidente Sandra Cavalcante, que aceitou construir a aliança com o Instituto Ecofuturo, para que as coletas fossem realizadas. Também agradeço ao Ricardo Boulhosa, que, enquanto fez parte do Instituto, ajudou muito para que essa aliança se concretizasse. Agradeço também ao Peter Crawshaw, que foi o primeiro a acreditar nesse projeto, me ajudando a delinear as coletas no início do doutorado. Obrigada Peter! Pena que não registramos a bendita onça-pintada. Agradeço também ao Prof. Tarcízio de Paula, da UFV, por emprestar a maior parte das armadilhas fotográficas no primeiro ano de coleta. Agradeço aos pesquisadores especialistas, Fusco-Costa e Rogério da Cunha, que me auxiliaram nas confirmações das espécies de felinos. Destes agradeço, principalmente, a Clau, que me ajudou muito no delineamento do projeto, a Bia, pelo ensinamento sobre campo que só você tem, e a Má, que sempre esteve pronta a me ajudar com modelos. Muito obrigada! Agradeço também a Gabriel Massocato, que, através da Bru Oliveira, me auxiliou na identificação de Cabassous unicinctus, trazendo uma enorme (senão a maior) felicidade dos resultados! E por fim, agradeço a quem, por ventura, eu tenha esquecido de citar acima, mas que com certeza fez parte e ajudou neste estudo e na minha nada mole vida de pós-graduanda. Foram sete anos do início do mestrado até chegar aqui e não teria sido a mesma coisa sem cada um de vocês. Gratidão imensa a todos! IUCN. 2015. Red List of Threatened Species. Version 2013.2. . Acesso em: 11 Oct. 2015. KEUROGHLIAN, A.; EATON, D.P. Removal of palm fruits and ecosystem engineering in palm stands by white-lipped peccaries (Tayassu pecari) and other frugivores in an isolated Atlantic Forest fragment. Abstract Due to the great habitat loss and isolation in the Atlantic Forest, terrestrial mammals seek different mechanisms to coexist in the remaining forest of this biome. Therefore, to promote the conservation of these species, it is essential to understand how they influence each other, interfering in their presence or absence in the areas. In the context, this study investigated the spatial-temporal relationships of top predator with the mesopredator and the prey. For this, a camera trapping was set in Neblinas Park in three sample grids for 30 days each, totaling 27 points in 90 days in 2013 and 2014, both years in July, August and September. The sampled species were divided into five groups: predator (Puma concolor (cougar)); mesopredator (Leopardus guttulus (oncilla), Leopardus wiedii (margay), Leopardus pardalis (ocelot) and Puma yagouaroundi (jaguarundi)); and large sized prey (Hydrochoerus hydrochaeris (capybara), Mazama gouazoubira (deer brocket), Pecari tajacu (collared peccary) and Tapirus terrestris (tapir)); medium sized prey (Cuniculus paca (paca), Eira barbara (tayra), Nasua nasua (coati) and Tamandua tetradactyla (anteater)) and small sized preys (Cabassous unicinctus (naked-tailed armadillo), Dasyprocta azarae (agouti), Dasypus novemcinctus (nine-banded armadillos), Sylvilagus brasiliensis (tapeti) and Tinamus solitarius (macuco)). Single-season models were used to estimate the occupancy probabilities (ψ) and detection (p) of the top predator in each year of sample. The covariates used in these models were the average abundances of mesopredator and prey in each sample point, and the sampling occasions (corresponding to each month at each sampling grid). The activity pattern of each group and the overlap with the top predator were estimated by the kernel density. A total of 254 records were obtained, of which the majority were large preys (N = 117). The abundance decreased for both mesopredator and prey, from one year to another. Regarding the activity patterns, the predator was catemeral, mesopredator and large prey were mainly nocturnal, and the other prey was diurnal. The group with the highest total overlap (2013 and 2014) with the predator was small prey (  0.72; CI 0.50 to 0.90). In 2013, the average abundances of large and small prey positively influenced the probability of occupancy of the points by the predator. The following year, the greatest influence was by the mid-sized prey, and there were also negative interference occasions in their detection over the sampling months. These results suggest that the temporal partitioning seems to be the primary means of coexistence among predator and mesopredator and we conclude that the major influences on the predator occupancy are the abundance of their prey. Therefore, in order to mantain the predator in the area, keeping the balance of the food chain by top-down control, it is essential that its prey is present and in viable abundance to sustain its presence. Introdução Um dos principais processos ecológicos nos ecossistemas é a predação, na qual o predador pode regular a abundância de presas através do processo top-down, ou, através do processo inverso, chamado botton-up, no qual as presas regulam as populações de predadores (RICKLEFS, 2010) . Pode haver ainda a regulação intermediária de predadores de topo sobre mesopredadores, pela predação intraguilda, o que também provoca efeito na abundância de presas (POLIS et al., 1989) . A ausência do predador de topo em uma determinada área, por exemplo, pode beneficiar o aumento de mesopredadores, provocando o que é conhecido como
doi:10.11606/t.11.2016.tde-01082016-161709 fatcat:dijl5t532fhbraqkzkud6ibnd4