Disfunção massetérica e sialoadenite de refluxo: relato de caso

Bianca Lopes de Andrade Martins, Dinahi Regina de Lira Miranda Braga, Lioney Nobre Cabral
2019 ARCHIVES OF HEALTH INVESTIGATION  
A sialoadenite é uma inflamação das glân­dulas salivares que pode ser de origem infecciosa ou não, caracterizada por edema, dor e diminuição ou ausência de salivação da glândula afetada. A redução do fluxo salivar pode ser encontrada também em casos de hipertrofia das glândulas parótidas, como observado nos casos de diabetes, alcoolismo, desnutrição, anorexia, bulimia e, dentre elas, a estenose ductal, que pode ocorrer, em razão de sialólitos, mas também devido à contratura muscular em
more » ... s com disfunção muscular mastigatória, cronificada pela perda de dimensão vertical decorrente da não reabilitação protética e potencializada por razões ambientais diversas. Este trabalho apresentará um caso em paciente de 61 anos de idade, sexo feminino, com queixa de fortes dores na região de glândula parótida direita, edema ipsilateral, mioespasmo com presença de pontos gatilhos massetéricos e ordenha negativa, levando a hipótese diagnóstica de Sialoadenite de Refluxo. Houve indicação da confecção de um aparelho protético inferior com plano deslizante de resina acrílica para aumentar a Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) e restabelecer a dinâmica maxilomandibular, regularizando o fluxo salivar do ducto parotídeo e restaurando a homeostasia glandular até a aquisição de novas próteses reabilitadoras totais para paciente. Descritores: Glândula Parótida; Inflamação; Fisiopatologia; Músculo Masseter.ReferênciasBarbosa VCS, Barbosa FS. Fisioterapia nas disfunções temporomandibulares. 1ª Ed. São Paulo: Phorte; 2009. Capítulo 1, Sistema estomatognático; p. 21-61.López-Alvarenga RL, Martins PCA, Seabra RC, Carneiro MA, Souza LN. Sialoadenite supurativa aguda em glândula submandibular. Rev cir traumatol buco-maxilo-fac. 2009;9(3):29-34.Navazesh M, Brightman VJ, Pogoda JM. Relationship of medical status, medications, and salivary flow rates in adults of diferente ages. Oral Surg Oral Med Oral Radiol Endod. 1997; 81(2):172-76.Baptista Neto C, Sugaya NN. Tratamento da xerostomia em pacientes irradiados na região da cabeça e do pescoço. Rev Biociências. 2004; 10(3):147-151.Fricton JR, Dubner R. Dor orofacial e desordens temporomandibulares. São Paulo: Santos; 2003.Carvalho JPM. Disfunção Temporomandibular Muscular Miofascial e de Mioespasmo: Relato de Caso. In: Programa. Congresso Alagoano de Odontologia; 2015; Maceió, Brasil. Maceió, AL: Maceiodonto; 2015.Avrella A, Heck EM, Hurtig GD, Ceron LP, Pasinato MDE, Spohr P et al. Terapia em paciente com disfunção temporomandibular muscular – relato de caso. J Oral Invest. 2014;3(2):4-7.Fonseca-Silva AS, Uchoa ES, Nóbilo MAA, Bérzin F. Avaliação eletromiográfica da influência da placa oclusal sobre o orbicular da boca em indivíduos portadores de próteses totais com disfunção temporomandibular e dor orofacial. Rev Odonto Cienc. 2007; 22(57):263-68.Almilhatti HJ, Camparis CM, Bönecker G, Ribeiro RA. Como aumentar o índice de sucesso no tratamento com placas oclusais miorrelaxantes. J Bras Oclusão, ATM Dor Orofacial. 2002;2(8):340-43.Santos CC, Fernandes KJM, Miranda ECLS, Pordeus SS. Disfunção temporomandibular muscular miofascial (DTM) e hipermobilidade articular: relato de caso clínico. In: Congresso Alagoano de Odontologia – Maceiodonto; 2015; Maceió, Brasil.Halmova K, Holly D, Stanko P. The influence of cranio-cervical rehabilitation in patients with myofascial temporomandibular pain disorders. Bratisl Med J. 2017;118(11):710-13.Strini PJSA, Sousa GC, Bernardino Júnior R, Strini PJSA, Fernandes Neto AJ. Alterações biomecânicas em pacientes portadores de Disfunção Temporomandibular antes e após o uso de dispositivos oclusais. Rev Odonto. 2009; 17(33):42-7.
doi:10.21270/archi.v8i1.3144 fatcat:76uqk7zytzccdls4pbwfxsbnku