Sísifo e História Cidadania para a História

Loraine Giron
unpublished
Tanto da Filosofia quanto das ciências "não se pode esperar esse caráter definitivo" já que como obra humana "pode imaginar-se um manto de Penélope, que de noite se desfia e todos os dias se recomeça desde o princípio" (Hegel, 1976, p. 2). Como o manto de Penélope, a História tem sido escrita e rescrita em cada época. A história da História é um longo e atribulado trabalho de invenção e negação de verdades. Na contracorrente do tempo, a construção de paradigmas revela um conhecimento que é
more » ... ecimento que é reinventado, e que descontente com a invenção, o homem a nega, condenando-a à destruição. Nada é tão transitório como o saber humano, forçado para frente pelas descobertas tecnológicas e por novas teorias. O historiador como Sísifo procura a permanência de suas explicações que desmoronam inevitavelmente com o tempo. A História como a Economia é uma ciência datada "é ela uma das ciências que nos tempos modernos surgiram como em seu terreno próprio" * Professora na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Doutora em Ciências Sociais. Resumo: No alvorecer do novo século, a História passa por mais um período de crise de identidade. Seus antigos paradigmas são relegados ao esquecimento, substituídos pelos da Antropologia e da Sociologia. Assim, os historiadores correm o risco de perder a História. Palavras-chave: História, paradigmas, cidadania. Abstract: At a new century dawn, History experiences once again a crisis of identity. Its old paradigms are relegated to oblivion, replaced by those of Anthropology and Sociology. Therefore, historians risk to miss History.
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