As potências da "nostalgia ativa" na luta pela salvaguarda do Cine Vaz Lobo

Talitha Ferraz
2017 Revista ECO-Pós  
<div class="page" title="Page 1"><div class="layoutArea"><div class="column"><p><span>O artigo se debruça sobre o caso do Movimento Cine Vaz Lobo, grupo de ativistas formado em 2010 por antigos frequentadores do Cine Vaz Lobo (1941-1982) e moradores da Baixada do Irajá (área do subúrbio do Rio de Janeiro onde a extinta casa exibidora se localiza), cujas ações evitaram a demolição deste cinema art-déco, que, a despeito da longa desativação, é um notável marco referencial – arquitetônico,
more » ... uitetônico, identitário e afetivo – para essa região e seus habitantes. O edifício do Cine Vaz Lobo constava na lista de equipamentos a serem derrubados para a implantação do corredor do Bus Rapid Transit (BRT) - Transcarioca, um dos pilares do projeto de remodelação da cidade do Rio de Janeiro para a realização dos megaeventos Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Diante desse cenário, temos como foco de análise os modos como a "memória da ida ao cinema" – e, mais especificamente, a "nostalgia ativa" – pode mobilizar e engajar as audiências em campanhas e lutas pela salvaguarda de cinemas de rua ameaçados de desaparição. Nesse sentido, cremos que as produções de memória associadas às atividades e práticas discursivas dos membros do Movimento Cine Vaz Lobo, apesar da não reativação do cinema até o momento, trabalham como importantes vetores em meio à resistência a determinadas soluções citadinas orientadas por planos neoliberais de desenvolvimento urbano. </span></p></div></div></div>
doi:10.29146/eco-pos.v20i3.14476 fatcat:u4t5hquhzzantfnpklguhuy64u