Lutas simbólicas e doxa: jornalistas e acadêmicos no caso da \'lista dos improdutivos\' da USP [thesis]

Aline Rodrigues Chiaramonte
Lutas simbólicas e doxa: jornalistas e acadêmicos no caso da "lista dos improdutivos" da USP São Paulo 2015 Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo para a obtenção do título de Mestre em Sociologia, sob a orientação da Profa. Dra. Sylvia Gemignani Garcia. AGRADECIMENTOS Antes de entrar para o mestrado minha vida já era repleta de pessoas incríveis, que me ajudaram a chegar
more » ... judaram a chegar nesta etapa. Dentre elas, meus pais, Eunice e Bruno, que me deram apoio financeiro e me incentivaram a fazer graduação na USP quando eu me preparava para o vestibular. Minha tia Paula e minhas avós Eunice e Bianca também foram importantíssimas, a primeira por estimular meu gosto pela leitura e as últimas por me darem exemplos de mulheres fortes. A Amanda, minha irmã caçula, merece destaque nesse rol de indivíduos imprescindíveis, pelas conversas, pelos conselhos, e por ter me ajudado com o layout das tabelas presentes nessa dissertação (incluo o Edgar aqui também, junto com a Amanda, sua namorada, por ter me dado um abraço fenomenal, bem quando eu estava precisando, na loucura pré-qualificação). Na USP, durante a graduação, pude conviver com amigos que fizeram dessa época de formação um momento no qual eu pude crescer não só intelectualmente, como também afetuosamente, emocionalmente, tornando-me outra Aline. Sempre me lembrarei das nossas conversas, risadas e cantorias pelo saguão, pelas escadas e salas de aula das Sociais. Na graduação pude conviver, também, com as professoras Sylvia Garcia e Ana Paula Hey, minhas primeiras guias nessa jornada pela academia. Docentes e pesquisadoras irreprocháveis, ensinaram-me a "colocar o óculos da sociologia" e a olhar o mundo através de suas lentes. Junto a elas, pude fazer parte do Grupo de Pesquisas em Sociologia da Educação, Cultura e Conhecimento (GPSECC), cujos membros leram e comentaram cuidadosamente meus textos, da graduação e da pós. A todas essas pessoas serei sempre grata pelo apoio, pelas conversas, conselhos, influências positivas, orientações, pelo afeto, e tantas outras formas de ajuda e boa vontade que demonstraram para comigo. Quando ingressei no mestrado, conheci outros indivíduos excelentes, de grande importância para a fase inicial da pesquisa. Meus colegas de pós do ano de 2013, os quais leram e comentaram meu projeto na aula de Análise de Projetos, Camila, Jayme, Renan, Fabiana e Luiz. Dentre esses colegas, destaco os "bourdieusianos bizarros" (ou seria bizarramente bourdieusianos?) Vanessa e Leandro, pelas leituras de sociologia da cultura que realizamos, pelas conversas que tivemos e pelas cervejas que tomamos. Também tive a oportunidade de conhecer mais de perto a Veridiana, colega de graduação que se tornou uma amiga querida durante o mestrado. O docente responsável pela disciplina Análise de Projetos, Paulo Menezes, que "cantou a bola" logo no início da pesquisa: "você vai ver que são sempre os mesmos", e todos os outros professores dos quais eu tive a sorte de ser aluna durante esse período, Antônio Sérgio Guimarães, Angela Alonso e Ruy Braga, contribuíram igualmente para que a dissertação tomasse a forma que hoje ela apresenta. Não posso deixar de mencionar a professora Márcia Consolim, que participou da minha banca de qualificação e fez observações fundamentais para o prosseguimento da pesquisa. A todas essas pessoas agradeço muito pelos toques, recomendações, correções, leituras, discussões e tudo mais que me ajudou a caminhar com mais segurança nesses quase três anos. Durante o mestrado fiz uma amiga maravilhosa, historiadora competente e tenaz, que sempre me encorajou a seguir em frente, apesar de todas as agruras da carreira acadêmica. À Dayana eu sou grata especialmente pelo otimismo, por sempre ver um futuro bom para nós (e que nele tenha muita piña colada!). Conheci também um rapaz admirável, que me ensinou muitas coisas, para além da academia. Com ele aprendi, principalmente, a enfrentar períodos difíceis e a acreditar mais no meu potencial. Ao Esdras agradeço pelos abraços e beijinhos (e carinhos sem ter fim!), pelo ombro amigo, pelas palavras reconfortantes e puxões de orelha nas horas certas. Por fim, agradeço à CAPES pelo suporte financeiro sem o qual esta pesquisa não se realizaria. ABSTRACT The interface amongst two distinct fields of symbolical production is the subject of this research. Using as a heuristic resource the "lista dos improdutivos" affair, a controversy raised by the publication of a list on the newspaper Folha de S. Paulo (list that was elaborated by the rectory of University of São Paulo) correlating names of professors who supposedly had not published any work during the years of 1985 to 1986, the aim of this study is to analyze the relationship between academics and journalists regarding the struggle for the imposition of a principles of classification related to the brazilian society organization. The interaction between the agents and groups that give shape to this event allow the researcher to access socio-historical realities, working as "open windows" to the social structures, revealing relations of power, fields of positions and their rules. Accordingly, the study of this moment of interaction focused on the trajectory of the agents involved on it enable to comprehend their attitudes, conceptions and the mobilized resources on the conflict that had been instituted. Therefore, in the misleading guise of describing the problems of the university, the positions adopted by the involved parts in this matter reveal their points of view about the process of modernization on the institutions and the State. In these terms, the relations of the journalism and the university are studied as a "competitive approach", in so far that a group of journalists of the Folha de S. Paulo, owners of a specific set of skills, look forward on spreading the idea of the necessity of institutional modernization, simultaneously as a elite of academics, who hold the symbolic resources to impose their way of thinking, show themselves as favor to the idea of building this doxa. Regardless they are not all alike, these conceptions are found in the same records, contributing for the creation of a representation of the State and the society, which was gradually being naturalized and realized at the end of 1980's.
doi:10.11606/d.8.2016.tde-16032016-153615 fatcat:fb7c4u3ayje25b32jfy3trh5ya