Modificações bioquímicas, físicas, celulares, microbiológicas e clínicas do canal vaginal em mulheres usuárias de sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (LNG-IUD)

Guilherme Lindman Henrique, Paulo Cesar Giraldo
2017 XXV Congresso de Iniciação Científica da Unicamp   unpublished
Resumo O uso de anticonceptivos intrauterino de longa duração tem aumentado significativamente em pacientes jovens. Ao mesmo tempo, os efeitos do LNG-IUD sobre o ecossistema vaginal não foram bem avaliados. As modificações bioquímicas, físicas, celulares, microbiológicas e clínicas do canal vaginal podem favorecer infecções e dificultar a vida sexual e reprodutiva das mulheres. Ensaio clínico realizado com 60 mulheres, entre 21 e 52 anos, assistidas no Ambulatório de Planejamento Familiar do
more » ... ento Familiar do Departamento de Tocoginecologia da FCM UNICAMP avaliou as condições vaginais pré e dois meses pós-inserção do LNG-IUD. Após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido foi feito exame especular para observação clínica da mucosa e coleta de material vaginal. Além da mensuração de pH, realizou-se esfregaço do conteúdo vaginal para avaliação de: células escamosas (maturação e citólise), leucócitos, microbiota. O esfregaço foi corado por técnica de Gram e analisado em microscopia óptica de 400x e 1000x.) diagnóstico de Vaginose bacteriana foi dado pelos critérios de Nugent. O LNG-IUD após dois meses da inserção diminuiu o corrimento vaginal e aumentou a citólise das células escamosas, por outro lado, não mudou o pH, a quantidade de leucócitos o aspecto do conteúdo, a predominância de células intermediárias e parabasais. Não houve alteração da microbiota e não aumentou as taxas de Vaginose bacteriana. O uso de LNG-IUD não parece ser prejudicial para o ecossistema vaginal. Palavras-chave: Dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel, canal vaginal, LNG-IUD.
doi:10.19146/pibic-2017-78175 fatcat:i5t6rjh7rvgj5aumh5scdnl7gm