Determinantes biofísicos de desempenho de nadadores com deficiência motora

Valdir Rodrigues R Junior, Alexandre Igor A Medeiros, João Paulo Vilas-Boas, Rui Manuel Nunes Corredeira, Daniel John Daly, Ricardo Jorge P Fernandes
2018 Portugese Journal of Sport Sciences / Revista Portuguesa de Ciências do Desporto  
RESUMO Foram avaliados os fatores bioenergéticos e biomecânicos nas intensidades moderada e severa em nadadores paralímpicos. Oito nadadores deficientes motores realizaram um protocolo incremental intermitente de 6x200 m crawl, com 30s de intervalo e incrementos de 0.05m.s -1 . O consumo de oxigênio foi determinado usando um analisador portátil de gases telemétrico e amostras de sangue capilar foram colhidas para análise das concentrações de lactato. As variáveis cinemáticas foram avaliadas
more » ... foram avaliadas através da gravação de vídeo utilizando câmaras de visão frontal e subaquática. A comparação entre o limiar anaeróbio e o consumo máximo de oxigênio para os determinantes de desempenho no nado foi obtida utilizando as diferenças de médias estandardizadas. Os valores dos dados metabólicos e ventilatórios foram superiores no domínio severo comparativamente a intensidades de nado moderadas. As variáveis biomecânicas gerais frequência gestual e distância de ciclo relacionaram-se inversamente, existindo um aumento da primeira variável (enquanto a segunda diminuiu) com a velocidade de nado. A variação intracíclica da velocidade apresentou valores superiores na intensidade moderada quando comparada com a intensidade severa. Os resultados parecem corroborar o facto do limiar anaeróbio não ser apenas uma transição fisiológica, mas também biofísica pois a técnica dos nadadores avaliados modificou-se substancialmente a partir dessa intensidade de nado. ABSTRACT This study aimed to evaluate bioenergetic and biomechanical factors at moderate and severe swimming intensities in swimmers with motor disability. Eight motor disabled swimmers performed a 6 x 200 m front crawl intermittent incremental protocol, with a 30 s interval and increments of 0.05 m.s-1 between each repetition. Oxygen uptake was recorded using a portable telemetric analyser. Capillary blood samples were collected for lactate analysis. Kinematic variables were evaluated by video analysis using frontal and underwater cameras. Comparison between anaerobic threshold and maximal oxygen uptake to determine front crawl performance was obtained through standardized mean differences. Results have showed that the metabolic and ventilatory variables were higher at the severe exertion comparing to moderate swimming. The general biomechanical parameters stroke frequency and stroke length were inversely related, being observed an increase of the former (and a decrease of the latter) with the rise of swimming velocity. Intracycle velocity variation presented higher values in the moderate intensities when compared with the severe intensities. Overall data supports the fact that the anaerobic threshold seems not to be only a physiologic transition but also a biomechanical one since swimmers' technique changed substantially after that swimming boundary.
doi:10.5628/rpcd.18.01.66 fatcat:vxdisoimbzgftfuvqq54rjz4hu