LEITURA CRÍTICA DE O MUNDO É UM MOINHO: O TEATRO POPULAR NO SÉCULO XX. HISTÓRIAS E EXPERIÊNCIAS

Alexandre Mate
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Inúmeras são as experiências estéticas-e não se sabe por quanto tempo elas ainda poderão ser evocadas-que se encontram apenas na memória dos sujeitos que delas participaram. Urge, portanto, intentar todos os esforços no sentido de recuperar e registrar tantos acontecimentos importantes, restritos e condenados ao esquecimento, sobretudo aquelas concernentes, na ausência de melhor expressão, às "formas erradas, gauches". De modo diferenciado, experiências estéticas ligadas ao teatro hegemônico
more » ... eatro hegemônico têm conseguido amealhar-o que, sem dúvida, é essencial-registros documentais. Por conta dessa espécie de lógica de excludência, e completamente infensa à dialética, conhece-se pouco acerca do conjunto das experiências teatrais, sendo a produção hegemônica aquela que funciona como baliza estética de "todo o produzido". Dos danos daí decorrentes, a canonização padronizante das formas hegemônicas, ao subsumir da história experiências significativas, apresenta referências às formas populares, quando ocorre, por meio de tons desqualificantes e classistas. Orientado no processo de mestrado pelo professor J. Guinsburg, Robson Corrêa de Camargo-com intensa militância no movimento estudantil durante o período da ditadura militar, contrasta sua militância política, lastreada nos princípios do marxismo, aos cânones acadêmicos e universitários-, apresenta uma excelente reflexão do Teatro Popular do SESI, da cidade de São Paulo. O professor Guinsburg, na introdução da publicação, lembra da escandalosa e tonitruante risada do estudante * Professor do
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