CISTICERCOSE: FATORES RELACIONADOS A INTERAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO, DIAGNÓSTICO E SOROPREVALÊNCIA

Alverne Passos Barbosa, Júlia Maria Costa-Cruz, Simonne Almeida Silva, Dulcinéa Maria Barbosa Campos
2011 Revista de Patologia Tropical  
RESUMO A cisticercose humana é uma doença caracterizada pela presença da larva metacestóidea de Taenia solium nos tecidos e decorrente da ingestão acidental de ovos viáveis, provenientes da matéria fecal de indivíduos portadores do verme adulto. Dentre as possíveis localizações do cisticerco, destaca-se o Sistema Nervoso Central (SNC) pelo polimorfismo, pela gravidade dos sintomas e pelas dificuldades diagnosticas. O curso da doença é particularmente dependente de uma variedade de reações
more » ... de de reações imunes e inflamatórias desencadeadas pela interaçao parasito-hospedeiro, que se desenvolve cm diferentes graus de complexidade, desde a ativação e migração das oncosferas, a partir da luz do intestino delgado, até a implantação e sobrevida da larva em tecidos do organismo hospedeiro. O estágio de evolução, a quantidade e a localização dos cisticercos exercem ação sobre a sintomatologia e podem influenciar nos diagnósticos imunológico e por imagem. O diagnóstico definitivo somente pode ser firmado através da demonstração do parasito por pesquisa direta; entretanto, questões de ordem técnica e de caráter invasivo limitam seu emprego. Devido ao alto custo, a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética não sà"o acessíveis à maioria da população. O imunodiagnóstico da cisticercose fundamenta-se na detecção de anticorpos contra antígenos da forma larvar de T. solium; é indicado a indivíduos com sinais e sintomas compatíveis com neurocisticercose e amplamente empregado em estudos soroepidemiológicos. Devido à sensibilidade e à especificidade, os métodos mais utilizados têm sido o teste ELISA e o Imunoblot. A cisticercose é encontrada nos países em desenvolvimento, onde é considerada um grave problema de saúde pública; contudo, nos países desenvolvidos, um número cada vez maior
doi:10.5216/rpt.v29i1.16345 fatcat:esix3c2ndjbynbbb6tgfdtg3gi