Nasalância na presença e ausência da fricativa faríngea [thesis]

Thaís Alves Guerra
Purpose: to compare nasalance scores between speech samples with and without pharyngeal fricative and with and without hypernasality. Methods: a total of 840 speech samples was analyzed in this study. The samples were rated by three experienced judges with consensus regarding the aspects of hypernasality and pharyngeal fricative. The ratings were distributed into 4 groups: G1: 255 samples rated as representative of presence of hypernasality; G2: 130 samples rated as representative of use of
more » ... ative of use of pharyngeal fricative and hypernasality; G3: 280 samples rated as representative of normal speech for speakers with history of cleft palate; G4: 175 samples rated as representative of normal speech for speakers without history of cleft palate. Satistical analysis involved the Kruskal-Wallis test and when significant difference was found Dunn's test was used to compared pairs of data. Results: the ratings established with agreement between the 3 experienced judges allowed for the identification of the samples representative of use of pharyngeal fricative and hypernasal speech. Nasalance scores were establish for each group revealing a significant difference between groups G1+G2 (representative of speech errors) and groups G3+G4 (representative of normal speech). The difference between the group with hypernasality (G1) and the group with pharyngeal fricative (G2) was not significant. Conclusion: the use of pharyngeal fricative did not significantly influence nasalance values for the studied sample. RESUMO Objetivo: comparar os valores de nasalância em amostras de fala com e sem o uso de fricativa faríngea e, também, com e sem hipernasalidade. Métodos: um total de 840 amostras de fala foi analisado neste estudo. As amostras foram julgadas por três juízas experientes por consenso quanto aos aspectos hipernasalidade e fricativa faríngea. Os julgamentos foram distribuídos em quatro grupos: G1: 255 amostras de fala julgadas como representativas de hipernasalidade; G2: 130 amostras julgadas como representativas do uso de fricativa faríngea e hipernasalidade; G3: 280 amostras julgadas como representativas de fala normal em falantes com história de fissura labiopalatina; G4: 175 amostras julgadas como representativas de fala normal em falantes sem história de fissura labiopalatina. Para análise dos dados foi utilizando o teste Kruskal-Wallis e quando houve diferença estatisticamente significante foi aplicado o teste Dunn's para comparar os grupos aos pares. Resultados: os julgamentos aferidos por consenso pelas três juízas permitiram a identificação de amostras representativas do uso de fricativa faríngea e da presença e ausência de hipernasalidade. Foram estabelecidos valores de nasalância (média e desvio padrão) para cada grupo e observou-se que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos com alteração de fala (G1 e G2) e aqueles sem alteração (G3 e G4). A diferença entre o grupo com hipernasalidade (G1) e o grupo com FF (G2) não foi significante. Conclusão: o uso de FF não influenciou significantemente os valores de nasalância para a amostra estudada.
doi:10.11606/d.61.2014.tde-12012015-153859 fatcat:ltvjpgrfl5gb3gwwwu4z57luke