Acolhimento da equipe de enfermagem frente aos adolescentes com ideações suicidas: uma revisão integrativa de literatura

Nandara Rocha Nunes, William Fernandes Freire, Regiane Baptista Martins Porfirio
2019 Panorama brasileiro de tungstênio (w) entre os anos de 2008 e 2014  
Martins. Acolhimento da equipe de enfermagem frente aos adolescentes com ideações suicidas: uma revisão integrativa de literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/ideacoes-suicidas RESUMO Introdução: No Brasil a incidência de suicídios têm aumentado gradativamente nos últimos anos, sendo a segunda maior causa de morte entre os adolescentes. Os dados levantados permitiram destacar os fatores que estão
more » ... ados à ideação suicida e às tentativas de suicídios. Esse estudo visou identificar o tipo de abordagem que deve ser direcionada aos pacientes suicidas, e como isso pode influenciar na recidiva do 1 Graduanda em Enfermagem na Universidade Anhembi Morumbi. 2 Socorrista e Graduando Em Enfermagem na Universidade Anhembi Morumbi. 3 Doutorado em Enfermagem. Mestrado em Pós Graduação Stricto Sensu na Área da Saúde do Ad. Especialização em Gerenciamento em Serviços de Enfermagem. Especialização em Pós Graduação Lato Sensu Em Saúde Pública. Graduação em Enfermagem Bacharelado. REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 41417 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/ideacoes-suicidas ato. Objetivo: Constatar na literatura a existência do acolhimento efetivo, humanizado e qualificado da equipe de enfermagem para com os adolescentes que possuem ideações suicidas ou que já tentaram o suicídio. Método: Revisão integrativa de literatura com caráter descritivo, foram selecionados os artigos publicados entre os anos 2012 a 2019, sendo eles em língua portuguesa, inglesa ou espanhola. Inicialmente foram obtidos 22 artigos, após análises criteriosas selecionamos 14 deles por possuírem mais correlação com a problemática discutida. Resultados: No Brasil ocorreram 11.947 mortes por lesões autoprovocadas intencionalmente em indivíduos de 10 a 19 anos no período de 2000 a 2015. A maior parte (85,32%) dos suicídios na faixa etária estudada aconteceu com adolescentes de 15 a 19 anos. Os fatores associados à ideação suicida na adolescência são multifacetados e aqueles que mais sobressaem são: Depressão, desesperança, solidão, tristeza, preocupação, ansiedade, baixa autoestima, uso de substâncias, agressões, entre outros. Conclusão: O número de adolescentes com inclinação para a ideação suicida está em constante crescimento nos últimos anos. Devido a isso, os profissionais de enfermagem devem estar prontos para identificar e prestar assistência integral para esses adolescentes, garantindo um atendimento humanizado, por meio da escuta ativa, autorreflexão e comunicação terapêutica. Palavras-chave: Ideação suicida, adolescente, acolhimento, enfermagem. 1. INTRODUÇÃO O suicídio, na atualidade, é considerado um problema significativo de saúde pública. No Brasil, a taxa de suicídio aumentou cerca de 27% nos últimos anos (BARROS, 2018), e recentemente tem sido notada maior prevalência de atos suicidas entre jovens (FILHO e ZERBINI, 2016). A morte é temida pela maioria das pessoas, independente da faixa etária; contudo, pode ser considerada como a única alternativa para aqueles que não encontram soluções para seus problemas, o que leva a pessoa por fim na sua vida (MOREIRA e BASTOS, 2015). REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 41417 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/ideacoes-suicidas A cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida e um número ainda maior de indivíduos tentam suicídio. Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio ocorre durante todo o curso de vida do ser humano e foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2016. Índices maiores são encontrados entre os adolescentes em comparação com qualquer outra idade (OMS, 2018). Além disso, para cada suicídio em adolescentes ocorridos no mundo, existem, pelo menos 40 tentativas não fatais, segundo a OMS (2018). Tal fato justifica-se pelo confronto de adolescentes, na sociedade atual, com inúmeros componentes estressores da vida diária, características do seu estágio de desenvolvimento (BLUTH e BLANTON, 2013). Destaca-se que a adolescência, fase compreendida entre 12 e 18 anos de idade, é caracterizada por um período de desenvolvimento marcado por diversas modificações biológicas, psicológicas e sociais que, geralmente, são acompanhadas de conflitos e angústias, tem-se observado, nas últimas décadas, um crescimento no comportamento suicida entre jovens (BREDA e GUERRA, 2019). Para muitos adolescentes, as necessidades de ajustes e reajustes internos e externos, a instabilidade e o desequilíbrio, geram dificuldades no desenvolvimento saudável nos campos afetivo, pessoal, familiar, escolar e de socialização, tornandoos desta forma vulneráveis a comportamentos autolesivos (MOREIRA e BASTOS, 2015). O comportamento suicida pode ser classificado em três momentos: a ideação suicida (que pode ir de pensamentos de morte à intenção suicida estruturada com ou sem planejamento suicida), o suicídio consumado e a tentativa de suicídio que acontece entre a ideação e o suicídio consumado (NAVA et al., 2019). REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 41417 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/ideacoes-suicidas Para aqueles adolescentes que possuem pensamento suicida ou tentam suicídio sem sucesso, há a necessidade de serem acolhidos por familiares e profissionais da saúde. De acordo com o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, o termo acolhimento está relacionado ao "ato ou efeito de acolher; recepção, atenção, consideração, refúgio, abrigo, agasalho". Na enfermagem, o acolhimento engloba a humanidade dentro do atendimento realizado com dignidade a quem está precisando de ajuda, ao mesmo tempo que os profissionais asseguram a esses pacientes da efetividade positiva do vínculo que está sendo construído, oferecendo compreensão e possibilidade de encontrarem soluções para os problemas levados (COSTA, GARCIA, TOLEDO, 2016). OBJETIVO Identificar, na literatura nacional e internacional, experiências relatadas por enfermeiros relacionadas com o acolhimento humanizado, qualificado e efetivo, direcionado aos adolescentes com ideações suicidas ou que tentaram suicídio. METODOLOGIA TIPO DE ESTUDO Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com caráter descritivo, que é um método de revisão específico que reúne achados de estudos desenvolvidos mediante diferentes metodologias e requer que os revisores procedam à análise e à síntese dos dados primários de forma sistemática e rigorosa (SOARES et al., 2014). OPERACIONALIZAÇÃO DA COLETA DE DADOS A pesquisa foi realizada no período de janeiro a setembro de 2019. Os estudos incluídos na presente revisão integrativa obedeceram aos seguintes critérios de inclusão: resumo disponível nas bases de dados; publicados entre os anos de 2012 a 2019; língua portuguesa, inglesa e espanhola; temática pertinente ao acolhimento da REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959
doi:10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/ideacoes-suicidas fatcat:ubqjejlf4ff3ze63pkwrspe5ly