Linguística de Corpus e ensino de línguas: uma entrevista com Ana Frankenberg-Garcia

Larissa Goulart, Marine Laísa Matte
2018 Brazilian English Language Teaching Journal  
é professora na Universidade de Surrey, no Reino Unido desde 2013, onde atua como professora em Estudos de Tradução e diretora do Programa de Mestrado em Tradução. Sua pesquisa aborda temas relacionados à interface entre a Linguística de Corpus e a tradução, lexicografia e o ensino de língua inglesa. Ana foi responsável pela criação do COMPARA, um corpus paralelo do Português e do Inglês que conta com 3 milhões de palavras. Em 2017, a professora esteve no Brasil participando de diversas
more » ... de diversas conferências. Em agosto, entre os dias 17 e 18, participou do XIV Encontro de Linguística de Corpus, oferecendo um workshop sobre a ferramenta Sketch Engine. Em 21 do mesmo mês, esteve presente no I Encontro Internuclis do Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) da Região Sul, em que ministrou a palestra intitulada How can language learners benefit from corpora (or not). No dia 22 de agosto, na Universidade de São Paulo, foi convidada a apresentar o trabalho Utilizações da ferramenta Sketch Engine na prática da tradução. 1. Quando e como começou o seu interesse pela Linguística de Corpus (LC)? Há quanto tempo você trabalha com LC? O meu interesse pela Linguística de Corpus (LC) surgiu muito antes de eu começar a trabalhar com essa ferramenta. A primeira vez em que eu ouvi falar em LC foi durante meu mestrado na Universidade de Edimburgo. Na época, o John Sinclair, um dos maiores pesquisadores de LC, fez uma palestra na universidade em que eu estava estudando, apresentando o dicionário Cobuild. Esse dicionário fora criado usando ferramentas da LC e eu fiquei fascinada com o resultado. Depois da palestra, falei para mim
doi:10.15448/2178-3640.2018.1.31992 fatcat:7kqvnls5vzgpzhpdjmouo54uc4