Composição química e energia metabolizável de híbridos de milho para frangos de corte

Rodrigo de Oliveira Vieira, Paulo Borges Rodrigues, Rilke Tadeu Fonseca de Freitas, Germano Augusto Jerônimo do Nascimento, Edson Lindolfo da Silva, Renato Hespanhol
2007 Revista Brasileira de Zootecnia  
Determinaram-se a composição química e os valores energéticos de 45 híbridos de milho em quatro ensaios de metabolismo com pintos em crescimento. Foram utilizados 1.225 pintos machos com 19 dias de idade (350 nos ensaios 1, 2 e 3 e 175 no ensaio 4). Os ensaios 1, 2 e 3 foram compostos de 14 tratamentos, constituídos, cada um, de 13 dietas-teste com híbridos de milho e uma dieta-referência. O ensaio 4 foi composto de sete tratamentos, constituídos de seis dietas-teste e uma dieta-referência. Em
more » ... eta-referência. Em todos os ensaios, os milhos substituíram 40% da dieta-referência. Adotou-se delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições de 5 aves/parcela. As dietas e a água foram fornecidas à vontade durante sete dias (quatro de adaptação e três de coleta total de excretas). Os valores percentuais de PB variaram em 32% (7,79% vs 11,45%, expressos na MS) e os de energia bruta (EB), em 5,2%. O menor valor foi 4.425 kcal e o maior, 4.668 kcal/kg de MS. O valor médio de energia metabolizável aparente corrigida (EMAn) foi de 3.744 kcal/kg e apresentou variação de 15,15% entre os híbridos testados (3.405 a 4.013 kcal/kg). Entretanto, os dois híbridos que apresentaram esta variação de 608 kcal/kg de MS na EMAn tiveram valores de EB semelhantes, diferentes em apenas 0,36% (3.914 e 3.931 kcal de EB/kg de MS), o que possivelmente resultou do coeficiente de metabolizabilidade da EB, que foi de 75% para o híbrido de menor EMAn e de 88% para o de maior EMAn. Apesar de ser um alimento energético, os valores protéicos e energéticos dos diferentes híbridos variaram consideravelmente.
doi:10.1590/s1516-35982007000400012 fatcat:hvpnhdc6uvapdludl45gngasam