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A. P. Viégas, Ciro G. Teixeira
1945 Bragantia  
BRAGANTIA Vou V dias, com surpresa nossa, notamos que o fungo não se desenvolvia bem, em nenhum dos substratos acima enumerados, isto é, estrume equino, estrume e serragem, estrume e ervilha, serragem, serragem e ervilha, mas nos tubos com agar de batatinha, o crescimento das glebas foi rápido. Delas partiam hifas radiais, delicadas e alvas, que em breve tomaram toda a superfície do meio. Tendo, assim, garantido a cultura, tornamos a esterilizar os "erlemeyers" e neles fizemos novo plantio, mas
more » ... s novo plantio, mas agora com o micélio obtido dos tubos de agar de batatinha. Os resultados deste segundo tentame foram péssimos. O micélio não se desenvolvia nagueles substratos. Em vista disso, resolvemos proceder da seguinte maneira : tomamos fragmentos de pau podre e pusemo-los a cozinhar por longo tempo em água de torneira ; depois de bem cozidos, colocamo-los em "erlemeyer" de litro, com um pouco de água no fundo ; esterilizamos os frascos em autoclave a 120°, por 20 minutos, protegendo os tampões com um pedaço de gaze. Nesse substrato, quando frio, plantamos o micélio de Sphserobolus. O crescimento veio vigoroso e um tanto rápido. Após um mês, todos os fragmentos de madeira estavam recobertos pelo micélio alvo, e, após dois meses, o número de corpos de frutificação era grande, e notável a projeção violenta das glebas. Garantido, assim, abundante material para pesquisas, demos início ao estudo da morfologia do fungo. Para tanto, incluímos material em vários estados de desenvolvimento, em parafina, para cortes ao micrótomo rotativo. De tempos a tempos, colhíamos pequenas amostras para exames e ilustrações. MORFOLOGIA: -Na natureza, a espécie de Sphserobolus, de Torrinha, não produz nenhum micélio à superfície da madeira. As hifas invadem os tecidos do lenho na profundidade média de dois milímetros mais ou menos, dando erigem a corpos de frutificação completamente imersos (Est. I, b) . A maturidade eles se abrem à superfície, patenteando-se sob a forma de diminutas "estrelas" (Est. I, a), de que falamos atrás. Desse modo, o fungo só pode ser coletado guando nesta última fase. Quando novos, não são apercebidos. Os desenvolvidos em cultura aparecem nos lugares onde se formam enovelados de hifas, enovelados esses alvos, um tanto salientes, superficiais, situados abaixo do tapete miceliano gue recobre os pedaços de madeira apodrecida. Do material original, colhido em Torrinha, retiramos, de lugares onde suspeitávamos existir, corpos de frutificação, para inclusão em parafina. Fomos mais ou menos felizes, pois conseguimos obter umas poucas lâminas mostrando corpos de frutificação novos, inda imersos (Est. I, b) .
doi:10.1590/s0006-87051945000500002 fatcat:r3crpswfv5gjrma6bicytpsxd4