Dinâmica Jogo das Canetas: Simulação de Diferentes Sistemas de Produção

DENIZE VAL+®RIA SANTOS BAIA, LEONARDO PETRILLI, GUILHERME PEREIRA BARROS, JOANA CLAUDIA ZANDONADI PINHEIRO, DANIELA CASTRO DOS REIS
2019 unpublished
Afim de vivenciar os conceitos de produtividade, a dinâmica denominada "Jogo das canetas" foi desenvolvido. Este envolve a montagem das partes que compõe uma caneta utilizando diferentes sistemas de produção. Assim, a produção artesanal, produção empurrada e produção puxada foram analisados, a fim de avaliar a produtividade de cada sistema na produção de montagem de canetas. A metodologia da dinâmica Jogo das Canetas consistiu em simular diferentes sistemas de produção para analisar as
more » ... sticas de cada sistema na prática, sendo utilizado para comparar a produtividade, além de analisar as características e diferenças de cada sistema na simulação de uma montadora de canetas. As situações as quais foram simuladas consistiam na produção artesanal, produção empurrada e produção puxada. Palavras-chave: Simulação; Produtividade; Canetas. XXXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO "Os desafios da engenharia de produção para uma gestão inovadora da Logística e Operações" Santos, São Paulo, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2019. XXXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO "Os desafios da engenharia de produção para uma gestão inovadora da Logística e Operações" Santos, São Paulo, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2019. 1 1. Introdução Buscando identificar as possíveis oportunidades de melhorias no processo de logística, inicialmente realizou-se um estudo de mapeamento no setor, no qual por meio de um fluxograma levantou-se todas as etapas utilizadas no processo e qual o tipo de sequência lógica estabelecida. Atualmente o Armazém da Decoração conta com um Centro de Distribuição próprio que recebe diariamente das fábricas terceirizadas os produtos que revendem diretamente ao consumidor final. Estes são armazenados após o recebimento e passam por uma conferência antes de ser entregue ao cliente, este processo se divide em: Conferência¸ Endereçamento, Separação e Carregamento. Em seguida após identificado o processo, realizou um estudo de tempos e movimentos por meio da cronoanálise, uma ferramenta utilizada para identificar os possíveis gargalos no decorrer do estudo. Este método faz uso do tempo para medir e analisar a operações realizadas, afim de transformar seus resultados em tempo padrão de desempenho por unidades de produção. Constatou-se trinta e três subprocessos distribuídos ao longo do processo principal da logística, estes organizados conforme a sequência lógica identificada inicialmente. Para o estudo em questão coletou-se um total de 495 tempos, denominados como tempo observado, onde são divididos em grupos de 15 para cada subprocesso, utilizando 6 colaborados ativos no serviço com ritmo do operador igual a 95%, tolerâncias de 5% (pausas para refeições, banheiro e troca de ferramentas), trabalhando 8 horas por dia com demanda menor ou igual a 15 pedidos. Após os resultados obtidos com a coleta de tempos, analisou-se o processo para indicar onde se encontrava os gargalos. O método utilizado para esta análise foi o tempo médio encontrado por subprocesso, relacionado ao seu desvio padrão amostral. Dentre os 33 subprocessos analisados, constatou-se 7 com desvio padrão não aceitável para o tempo médio coletado, estes estavam acima do limite de tolerância aceitável. A partir disso, utilizou-se a ferramenta ECRS (Eliminar-Combinar-Reorganizar-Simplificar) para condensar o processo logístico. A partir do acompanhamento da rotina diária do setor e auxilio dos colaboradores com sugestões de melhoria, desenvolveu-se um procedimento operacional padrão para cada processo identificado inicialmente, este método estabelece minimizar o desvio padrão amostral e consequentemente o tempo médio de serviço, identificado por meio de etapas bem estabelecidas e das ferramentas e instruções de trabalho pode-se atribuir uma padronização do serviço realizado. Atualmente o setor tem capacidade para 15 pedidos distribuídos nos processos, conforme demanda recebida, estimasse que com a padronização e utilização do XXXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO "Os desafios da engenharia de produção para uma gestão inovadora da Logística e Operações" Santos, São Paulo, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2019. 2 ECRS, esta capacidade aumente em 40%, sendo útil em períodos com maior movimentação logística do comércio. Para realizar a padronização dos processos de Conferencia, Endereçamento, Separação e Carregamento, se fez necessário o uso da ferramenta 5W2H contemplando local, data, responsável e setor para ser realizado o procedimento definido. Após isso, se fez necessário um treinamento das novas formas de realização das etapas, identificando por meio de vídeo o que estava incorreto anteriormente e o que sofreu mudança para adequação de todos, incluindo o uso de equipamento de proteção individual -EPI. Em outro momento após realizado as mudanças no processo, se fez necessário uma nova coleta de tempos para verificar se o modelo atual estava operacional e sem os gargalos identificados anteriormente. Nesta etapa também coletou o mesmo quantitativo de amostras da primeira fase, porém reduziu o número de subprocessos de trinta e três para trinta, no qual foram combinados conforme indicado pela ferramenta ECRS. Para complementar os POP's criou-se modelos de Checklist para as etapas mais críticas, sendo elas identificadas por meio da cronoanálise. 2. Desenvolvimento 2.1. Mapeamento de Processos Conforme Kahn (2013), "a pesquisa sobre mapeamento de processos tem como objetivo, inicialmente, entender o conceito de processo". Depois disso, apresenta uma análise das evoluções dos conceitos conforme difundidos na engenharia de produção. Ainda dito pelo autor, as definições de tarefa têm objetivo de nortear o desenvolvimento de diversas etapas do processo de entrada, processamento e saída. Para Salerno (1999), as características de um processo estão relacionadas a estrutura organizacional, modelada a partir de entradas tangíveis ou intangíveis que se tornam resultado de um processo, utilizando recursos que são necessários para realização do mesmo. Dessa forma, Davenport (1993) elucida que uma organização específica de atividades de trabalho é composta por um conjunto lógico de atividades de tempo e espaço claramente definidos. Conforme CBOK (2009), modelagem ou mapeamento dos processos refere-se à documentação de processos, no qual estabelece padrões de trabalho, identificando melhorias e planejando novos processos como requisitos que servem para prover treinamentos, por meio do desempenho e análise de impacto.
doi:10.14488/enegep2019_tn_sto_290_635_39173 fatcat:nbx2vdijtrfsvitbqczgm22n4y