Sepse: uma evolução de conceitos

Thalita Thauana Pistori Alencar Mathias, Douglas Silveira Rodrigues de Souza, Camila Sekine Ikeda, Dieison Pedro Tomaz da Silva
2019 Panorama brasileiro de tungstênio (w) entre os anos de 2008 e 2014  
RESUMO Estima-se, segundo o Conselho Federal de Medicina (2015), que 600 mil novos casos de sepse ocorrem a cada ano no Brasil, com custo de US$9,6mil por paciente. Acredita-se que a alta taxa de incidência se deve ao prolongamento da expectativa de vida da população, as novas tecnologias na área da saúde e pelo aumento de pacientes imunocomprometidos, que são os grupos mais suscetíveis ao problema em de Mato Grosso do Sul, docente nos módulos de bases do diagnóstico clínico e bases das
more » ... e bases das terapêuticas e preceptor da disciplina de urgência da graduação em medicina na Universidade Brasil, Médico e docente na graduação de Medicina da Universidade Brasil. REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 26975 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/sepse-uma-evolucao-deconceitos questão (Conselho Federal de Medicina, 2015).Em 1991 foi elaborado o primeiro consenso sobre sepse e choque séptico, desde então surgiram outros consensos como os de 2001, 2014 e 2016. OBJETIVO: O referido artigo visa atualizar o leitor sobre a evolução de conceitos referentes aos consensos de sepse de 1991, 2001 e de 2016. METODOLOGIA: Revisão narrativa da literatura com estratégia de busca definida em artigos nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na U. S. National Library of Medicine (PubMed) e revisão dos consensos SEPSIS-1, SEPSIS-2 e SEPSIS-3. CONCLUSÃO: Apesar dos inúmeros estudos e conceitos que surgiram ao longo do tempo sobre sepse e choque séptico, o que poderia gerar dúvidas referente ao assunto em tela, todos foram de suma importância para a construção do saber, para o manejo clínico e para romper paradigmas. Palavras Chaves: Sepse, Choque Séptico, Unidades de terapia intensiva. 1. INTRODUÇÃO Estima-se, segundo o Conselho Federal de Medicina (2015), que 600 mil novos casos de sepse ocorrem a cada ano no Brasil, com custo de US$9,6 mil por paciente. A sepse tem altas taxas de mortalidade, com maior tempo de internação e pacientes mais graves, conforme estudo de SALES, J. J. et al. (2006) que analisou dados de 75 UTIs de 65 hospitais do país no qual a taxa de mortalidade para sepse foi de 16,7%. Acredita-se que a alta taxa de incidência se deve ao prolongamento da expectativa de vida da população, as novas tecnologias na área da saúde e pelo aumento de pacientes imunocomprometidos, que são os grupos mais suscetíveis ao problema em questão (CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2015). Em 1991 foi elaborado o primeiro consenso sobre sepse e choque séptico durante uma conferência, desde então houve eventos semelhantes em 2001 e 2014. Em 2016 o Journal of the American Medical Association (JAMA) publicou o Terceiro Consenso internacional de Definições para Sepse e choque Séptico, que foi denominado como SEPSIS-3, e designou os termos SEPSIS-1 para o que foi previsto em 1991 e SEPSIS-2 para o consenso de 2001 (PLEVIN, R. ET AL., 2017). REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 26975 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/sepse-uma-evolucao-deconceitos 2. METODOLOGIA Revisão narrativa da literatura com estratégia de busca definida em artigos nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na U. S. National Library of Medicine (PubMed) e revisão dos consensos SEPSIS-1, SEPSIS-2 e SEPSIS-3. 3. DISCUSSÃO 3.1 SEPSE, SIRS, SOFA SCORE E QSOFA Em 1991, convencionou-se que o sepse era um termo genérico o qual se referia a resposta inflamatória sistêmica à infecção. No ano seguinte, foi introduzido o termo "síndrome da resposta inflamatória sistêmica" (SIRS), que é considerada na presença de dois ou mais dos seguintes critérios: -Taquicardia (frequência cardíaca > 90/min) -Taquipneia (frequência respiratória > 20/min ou PaCO2 > 32mmHg) -Leucocitose (leucócitos >12000/µL) ou leucopenia (<4000/µL) ou mais que 10% de bastonetes -Hipertermia (>38ºC) ou hipotermia (<36ºC). Devido ao grande uso na prática, e por ter servido como critério de base em diversos trabalhos do período, em 2001 o termo "sepse" foi definido como a presença de SIRS somada a infecção e "sepse grave" como sepse associada a disfunção orgânica, hipoperfusão ou hipotensão. Ainda neste contexto, as definições de SIRS apresentavam limitações e era muito importante que houvessem ferramentas para diagnosticar sepse, então foi elaborada uma lista de possíveis achados de resposta inflamatória sistêmica à infecção (tabela 01) que auxiliariam na caracterização do paciente possivelmente séptico e que continuaram a serem utilizados nas diretrizes de 2012 (LEVY, Mitchell M. et al., 2001) (DELLINGER, R. Phillip et al 2007).
doi:10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/sepse-uma-evolucao-de-conceitos fatcat:qc4mw27dkfhwhbiqgsjx7siiia