Conhecimento e prática do auto-exame de mama

Ruffo Freitas Júnior, Sergio Koifman, Nalu Ribeiro Macedo Santos, Maria Osneide Araújo Nunes, Giselly Gomes de Melo, Anna Cristina Gonçalves Ribeiro, Aline Ferreira Bandeira de Melo
2006 Revista da Associação Médica Brasileira  
Tel/Fax: (62) 3565-4769 RESUMO OBJETIVO. Determinar a prevalência e fatores associados ao conhecimento e prática do auto-exame das mamas (AEM) em amostra hospitalar de Goiânia. MÉTODOS. Realizou-se estudo descritivo sobre os fatores potencialmente associados ao conhecimento e prática do AEM numa coorte de 2073 pacientes. Usou-se entrevista estruturada, sendo as variáveis estudadas: idade, escolaridade, procedência, paridade, estado civil, renda familiar e amamentação. RESULTADOS. Observou-se
more » ... DOS. Observou-se que 75% das mulheres conheciam e 51% praticavam o AEM. Análise multivariada permitiu a obtenção das seguintes razões de chance: conhecimento do AEM entre donas de casa foi 4,2 vezes maior que entre as que trabalham fora; 2,1 vezes maior entre as acima de 30 anos; 2,1 vezes maior entre as com cinco ou mais anos de escolaridade; 1,98 vez maior entre as originárias da Grande Goiânia; 1,4 vez maior entre as com dois ou mais filhos; 1,68 vez maior entres aquelas com renda maior que dois salários mínimos. Em relação à realização do AEM, esta foi 1,7 vez mais freqüente nas donas de casa; 1,7 vez mais relatada nas maiores de 30 anos; 1,8 vez mais entre as originárias da Grande Goiânia; 1,8 vez mais freqüente naquelas com maior escolaridade; e 1,2 vez mais nas mulheres com renda superior a dois salários mínimos. CONCLUSÃO. A maioria das pacientes refere conhecer o auto-exame, e metade menciona praticá-lo. As camadas da população mais carentes de informação e conscientização sobre a importância dessa técnica na detecção precoce do câncer de mama apresentam alta taxa de desconhecimento e não o praticam.
doi:10.1590/s0104-42302006000500022 pmid:17160309 fatcat:dwgtfy6kkzbq5jza566h4fiyae