Ensaio clínico controlado e randomizado de terapia breve e intensiva com finger kazzo em professoras: estudo preliminar

Mara Keli Christmann, Carla Aparecida Cielo, Fabricio Scapini, Joziane Padilha de Moraes Lima, Bruna Franciele da Trindade Gonçalves, Gabriele Rodrigues Bastilha
2017 Audiology: Communication Research  
RESUMO Introdução A efetividade das técnicas vocais contribui com a prevenção/tratamento do distúrbio de voz relacionado ao trabalho. Objetivo: Verificar medidas vocais acústicas, perceptivoauditivas e videolaringoestroboscópicas em professoras disfônicas de dois grupos de estudo, antes e após um programa de terapia breve e intensiva com a técnica finger kazoo, comparando-os entre si e com respectivos grupos de controle. Métodos Estudo randomizado, pré-teste e pós-teste, com grupo controle,
more » ... grupo controle, cego ao avaliador. Dois grupos de estudo, com e sem afecção laríngea estrutural (24 professoras disfônicas), realizaram 15 sessões de terapia breve e intensiva com finger kazoo, durante três semanas e foram comparados a dois grupos de controle (17 professoras disfônicas), que não fizeram terapia. Realizaram-se análises vocal acústica (Multi Dimensional Voice Program Advanced), perceptivoauditiva (três fonoaudiólogos) e videolaringoestroboscopia (três otorrinolaringologistas), para comparação dos resultados. Resultados Observou-se redução significativa da proporção ruído/harmônico no grupo de estudo com afecção, após a terapia. Na comparação entre o grupo de estudo sem afecção e o respectivo controle, verificou-se redução significativa de medidas de jitter, shimmer e de segmentos surdos, em favor do grupo de estudo. Constatou-se, também, redução significativa do grau da disfonia, rouquidão, soprosidade e tensão, além de menor ocorrência de fenda triangular de grau II e maior amplitude de vibração das pregas vocais, no grupo de estudo sem afecção. Conclusão A terapia breve e intensiva com finger kazoo beneficiou a voz, o fechamento glótico e a amplitude de vibração da onda mucosa das pregas vocais das professoras disfônicas com e sem afecção laríngea estrutural, sobretudo daquelas sem afecção.
doi:10.1590/2317-6431-2016-1791 fatcat:lyvbnxyu4rhbne6mckyfntro3m