Distribuição e recuperação da vegetação do cerrado e remanescentes na cidade de Campo Mourão, Paraná, Brasil

Renato Lada Guerreiro, Mauro Parolin, Tais Cristina Berbet Marcotti
2012 Boletim de Geografia  
RESUMO A urbanização de Campo Mourão iniciou-se em meados da década de 1940 numa área recoberta por cerrados. A cidade foi construída sobre área onde outrora tal vegetação era abundante. Com o crescimento da cidade a vegetação ficou restrita a pequenas "ilhas" esparsas e isoladas nas áreas periféricas. A preocupação com a preservação desta vegetação fez com que em 1987 fosse criada em meio ao sítio urbano a Estação Ecológica do Cerrado de Campo Mourão (±13.000 m 2 ). Diante do exposto o
more » ... o exposto o presente estudo avaliou a distribuição de cinco espécies típicas do cerrado: Stryphnodendron adstringens, Brosimum gaudichaudii, Annoma crassiflora, Copaifera langsdorffii e Caryocar brasiliense no perímetro urbano de Campo Mourão, os resultados indicaram que o desenvolvimento dessas espécies está ocorrendo apenas próximo à Estação Ecológica e que S. adstringens é a espécie mais degradada por conta de suas propriedades medicinais. Palavras chave: Espécies ameaçadas. Estação Ecológico do Cerrado de Campo Mourão. Preservação ecológica. ABSTRACT The Campo Mourão urbanization began in the mid-1940s in an area covered by savannas. The city was built on the area where such vegetation was once abundant. With the growth of city vegetation was restricted to small islands scattered and isolated in remote areas. The concern for preservation of vegetation made in 1987 was created the Ecological Station of the Cerrado de Campo Mourão (±13 000 m 2 ), amid the urban site. Given the above this study evaluated the distribution of five species typical of the cerrado: Stryphnodendron adstringens, Brosimum gaudichaudii, Annoma crassiflora, Copaifera langsdorffii and Caryocar brasiliense in the urban area of Campo Mourão, the results indicated that the development of these species are occurring only near the Ecological Station and S. adstringens is the species most degraded on account of its medicinal properties.
doi:10.4025/bolgeogr.v29i1.10384 fatcat:xszpws6ywnfq7lvygsfnixkzae