O efeito do suplemento do ácido ursólico em camundongos mdx [thesis]

Aline Cadorini Silveira
A minha querida orientadora, Prof. Maria Angélica por ter me dado esta valiosa oportunidade. Pelos ensinamentos, disponibilidade e pela confiança. Por escutar as minhas ideias e direcioná-las da melhor maneira possível. Serei grata para sempre, por todos os momentos, que foram de extrema riqueza para o meu amadurecimento tanto pessoal quanto profissional. A toda minha família em especial a Tia Dora que sempre me incentivou e acreditou em mim. Fernanda pelo apoio, pelo teto, pelas palavras,
more » ... afos, incentivos, pela nossa convivência nesses anos... A Ana Carolina que me inseriu na estatística, e que deixou os meus dias mais alegres no laboratório. Que família abençoada que eu possuo... Aos colegas, professores, funcionários da FMVZ-USP, pelo carinho, respeito e pela troca de conhecimento. Aos queridos amigos Rodrigo Barreto e Thaís Borges Lessa, não existem palavras que mensurem a gratidão que eu tenho por ter conhecido vocês. Imensamente grata pelo tempo, paciência, amizade e muito aprendizado.... Vocês foram e são muito importantes na minha vida. Ao professor Dr. David Feder, por conceder a oportunidade de trabalhar em outra universidade, pela doação dos animais usados nesta pesquisa, pela instrução, paciência, pelas ideias e questionamentos. Espero poder ter novas oportunidades e parceria com o senhor. A todos da faculdade de Medicina do ABC, Dra. Giuliana, José, todos do laboratório da Dra Alzira, funcionários, por me receberem de braços abertos. Dr. Fernando, que disponibilizou o seu laboratório de análises, Bia, Teka, Gláucia e ao querido Matheus, onde com toda paciência, me ensinou sobre a técnica de PCR, e me auxiliou em tudo, meus sinceros agradecimentos, do fundo do coração. A Capes, Proex, pelo apoio financeiro para o desenvolvimento desta pesquisa. "A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo. " Albert Einstein RESUMO SILVEIRA, A.C. O efeito do suplemento do ácido ursólico em camundongos mdx. [Ursolic acid supplementation effect in mdx mice]. 2017. 64f. Dissertação (Mestrado em Ciências) -Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença neuromuscular, de origem genética ligada ao cromossomo X, lócus Xp21, causada por uma mutação do gene que codifica a proteína distrofina, responsável pela estabilidade do sarcolema. Na ausência / deficiência de distrofina, as células musculares são susceptíveis a danos pelos ciclos contínuos de degeneração e regeneração limitada. Inflamação, necrose e fibrose são características fisiopatológicas que levam à principal consequência da DMD, a perda de função muscular. Ocorre uma vez em cada 3000 -3500 nascidos do sexo masculino. O camundongo mdx é um modelo distrófico amplamente utilizado na pesquisa devido à sua uniformidade genética, fácil manuseio e reprodução. Ainda não há cura da DMD, no entanto, os avanços na terapia de drogas usando glicocorticoides diminuem a progressão da doença. Posteriormente, foram estudadas terapias alternativas, dentre elas a terapia com ácido ursólico (AU). O AU é um composto natural da família triterpenóide que atua como um inibidor da atrofia muscular, aumentando a massa muscular e a força muscular. Com o objetivo de usar a AU como uma terapia alternativa, foi analisado seu efeito na suplementação diária em 20 mdx avaliados por 4 semanas. Após o tratamento foram realizadas medidas sérica de creatinofosfoquinase (CPK), teste de Kondziela para medir a força muscular, análise das citocinas fibrogênicas TNF-α e TGF-β e a histopatologia dos músculos extensor longo dos dedos (ELD), tibial cranial (TA) e diafragma (DIA). Como resultado, o grupo tratado com AU mostrou diminuição dos níveis de CPK e aumento significativo da força muscular, diminuição da expressão das citocinas TNF-α e TGF-β, maior regeneração muscular, estabilidade das fibras, indicando que o AU oferece uma proteção para as fibras musculares. Palavras-chaves: casca da maçã, distrofia muscular, inflamação, suplementação natural. ABSTRACT SILVEIRA, A.C. Ursolic acid supplementation effect in mdx mice. [O efeito do suplemento do ácido ursólico em camundongos mdx]. 2017. 64f. Dissertação (Mestrado em Ciências) -Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Duchenne muscular dystrophy (DMD) is a severe genetic neuromuscular disease, linked to the X chromosome, Xp21 locus, caused by a mutation of the gene that encodes the protein dystrophin, is responsible for the stabilization of sarcolemma. In the absence / dystrophin deficiency, muscle cells are susceptible to damage by the continuous cycles of degeneration and limited regeneration. Inflammation, necrosis and fibrosis are pathophysiological characteristics that lead to the main consequence of DMD, the loss of muscle function. It occurs once in every 3000 -3500 live male births. The mdx mouse is a dystrophic model widely used in research due to its genetic uniformity, easy handling and reproduction. However, there is no DMD cure, however, advances in drug therapy using glucocorticoids decrease the progression of the disease. Subsequently, alternative therapies were studied, i.e. therapy with ursolic acid (UA). UA is a natural compound of the triterpenoid family that acts as an inhibitor of muscle atrophy, increasing muscle mass and strength. With the objective of using UA as an alternative therapy, the effect of daily supplementation at 20 mdx was evaluated for 4 weeks. After treatment were conducted measurements of serum creatine phosphokinase (CPK), Kondziela test to measure muscle strength, fibrogenic cytokine and histopathological analysis of the long extensor muscle (ELD), cranial tibialis (TA) and the diaphragm (DIA) muscles. As a result, the UA treated group showed decreased CPK levels, and increased muscle strength, decreased expression of TNF-α, TGF-β cytokines, greater muscle regeneration, fiber stability, indicating protection of muscle fibers to injury.
doi:10.11606/d.10.2018.tde-09042018-102456 fatcat:zrp4wszy2ffbdc3gtkgsx5ytnq