Avaliação da força muscular de flexores e extensores de joelho em indivíduos idosos socialmente ativos

Lia Mara Wibelinger, Rodolfo Herberto Schneider, Aline Tonial, Giseli Oliveira, Bruna Klein, Debora Capitânio
2009 Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano  
Resumo O envelhecimento traz consigo várias manifestações fisiológicas, dentre as quais a perda de força muscular, assim como da habilidade do músculo para exercer força rapidamente. A partir dos sessenta anos de idade esta perda se torna mais severa e é responsável por limitações na funcionalidade, déficits de equilíbrio e risco de quedas. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a força muscular (torque muscular) de flexores e extensores de joelho em indivíduos idosos socialmente ativos.
more » ... lmente ativos. Participaram da pesquisa cem indivíduos idosos socialmente ativos nas faixas etárias entre 60 e 87 anos de idade, de ambos os sexos, que frequentavam o Centro Regional de Estudos Aplicados à Terceira Idade da Universidade de Passo Fundo, no município de Passo Fundo -RS, no período de março a junho de 2007. Foram excluídos do estudo os indivíduos que apresentavam déficit cognitivo e que não conseguiam rea lizar flexão de joelho. Para a realização desta pesquisa foi utilizado o dinamômetro isocinético Biodex Multi Joint 3, nas velocidades de 120 o , 180 o e 240 o ; nos movimentos de flexão e extensão. Inicialmente, os participantes realizaram um aquecimento de 5min em bicicleta ergométrica e após foram submetidos a uma série de três repetições dos movimentos, sendo considerada a média das três repetições. As avaliações aconteceram no Fundo. Neste estudo foi possível observar que na comparação entre os membros inferiores direito e esquerdo os desequilíbrios musculares somente ultrapassaram 10% na amostra com mais de oitenta anos, no sexo masculino, o que não se pode considerar por esta amostra ser composta somente por dois indivíduos em cada gênero. Na média do pico de torque dos indivíduos do sexo masculino foi possível verificar a significância do movimento de flexão a 240 o com p < 0,03, quando analisada toda a amostra, e nos indivíduos de 60-69 anos, no movimento de extensão a 120 o com p < 0,04. Ao comparar os diferentes gêneros, verifica-se que nos indivíduos do sexo masculino estão os picos de torque mais elevados. A força muscular (torque muscular) é maior nos indivíduos do sexo masculino; os músculos extensores do joelho (quadríceps) são os mais fortes. Os músculos flexores não apresentam relação entre velocidade e pico de torque. A presença de doença osteoarticular, principalmente nas mulheres, pode ter influenciado no menor pico de torque destes indivíduos. Palavras-chaves: Envelhecimento. Força muscular. Torque. Dinamômetro de força muscular.
doi:10.5335/rbceh.2009.027 fatcat:tvoddblyjvddznmc54bc5rvjta