A modernização do campo nos municípios da Microrregião de Frutal (MG): as transformações socioeconômicas das pequenas cidades [thesis]

Letícia Oliveira
Iturama (MG) surge como distrito em 1938, como Santa Rosa, desmembrado de São Francisco de Sales (MG), integrado em 1943 no município de Campina Verde (MG). Após ser denominado como Camélia, em 1948, Iturama (MG) se torna município (IBGE, 1959). A atual nomenclatura tem como significado "muitas cachoeiras", segundo relato do que seria o criador da palavra, José Carvalho. Ele era descendente de índios, os quais foram os primeiros ocupantes dessas terras em um aldeamento nomeado "Aldeia dos
more » ... o "Aldeia dos Índios", que se extinguiu após a criação da usina hidrelétrica no rio Grande 11 . Com um vasto período sem relatos dos ocupantes dessas terras, surge em 1890 os primórdios da criação do que viria a ser Iturama (MG). Nesse momento histórico, na região havia um latifúndio, denominado de Fazenda Santa Rosa, propriedade de Antônio Pula Diniz e sua esposa Francisca Justina de Andrade, que, após o falecimento de seu marido, inicia a venda das terras, o que dá origem ao povoado de Santa Rosa 12 (IBGE, 1959). Já o município de Itapagipe (MG) (mapa 04), advindo da divisão territorial de Frutal (MG), diferentemente de Iturama (MG) não apresenta como seus primeiros ocupantes os indígenas, mas sim os desbravadores que vinham da região da Serra da Canastra em direção ao interior do país, objetivando obtenção de terras e locais propícios à instalação, por volta de 1850. Dos relatos, nota-se que o primeiro morador foi Vicente Joaquim da Silva, que possuía uma fazenda na região e que deu início ao povoado em 1880 com o nome de "patrimônio de Santo Antônio do Lajeado". Após o Decreto-lei estadual, ele passa a ser conhecido como Itapagipe (MG), elevado a município em 1948 (IBGE, 1959). Conforme relatos, não há indicado o motivo da nomeação Itapagipe (MG), apesar disso, sabe-se que na etimologia "ita" é uma palavra tupi-guarani que significa pedra e "pagipe" seria dura (IBGE, 1959).
doi:10.14393/ufu.te.2020.3610 fatcat:42cqxhyqpnbidaswiupxxprujq