PUBLICAR EM PSICOLOGIA: RESISTÊNCIA CONSTRUÍDA NA AÇÃO COLETIVA

Monica Daltro, Marilda Castelar
2016 Revista Psicologia, Diversidade e Saúde  
Existe no Brasil uma certa autonomia de circulação dos periódicos nacionais diante da construção e manutenção de repositórios de livre acesso, como é o caso da BVS -Biblioteca Virtual em Saúde e em específi co da BVS-PSI, que também mantém a maioria das revistas Brasileiras de Psicologia cadastradas, e do SciELO -Scientifi c Eletronic Library Online, criado e mantido pela BIREME/FAPESP 1 . Manter um periódico de acesso livre no âmbito da psicologia no Nordeste do Brasil é um desafi o a ser
more » ... desafi o a ser destacado neste Editorial, que apresenta seu segundo número de 2016, atingiu o Qualis B5 e está cadastrado em algumas importantes bases de dados. Em especial gostaríamos de homenagear e agradecer aos autores e avaliadores que investiram neste periódico. Obrigado pela confi ança, pelo esforço e investimento realizado. O empenho coletivo está sendo recompensado, com um produto de qualidade, que aponta para um futuro promissor. Vivemos tempos difíceis, marcados pela vivência de excessos, de falta de tempo, de crescente desigualdade social, tempos agravados pela recente ameaça à democracia. Neste contexto de tensões, confl itos e cansaços, parceiros de percurso se dispuseram a escrever e avaliar textos que fazem o conhecimento sobre a psicologia, ou produzida a partir do conhecimento psicológico e confi aram na revista Psicologia Diversidade e Saúde para divulgá-los. As publicações em periódicos científi cos, suas exigências e custos são temas discutidos em todo o mundo, neste momento. Os periódicos de acesso livre se sustentam pela disponibilidade de dois importantes atores: autores e avaliadores que se imbricam no exercício de dar potência à psicologia como campo de conhecimento, como ciência e como profi ssão de interfaces múltiplas. O autor de um texto científi co, com seu caleidoscópio, constrói um texto e fala sobre determinados elementos, resultados, teorias; fala de si, de suas opções epistemológicas, de sua história de vida, de sua experiência como pesquisador, de seu tempo socio-histórico. Com coragem, os pesquisadores se expõem a um processo de avaliação, confi ando na revista à qual enviam seu texto. Agradecemos por isso. O avaliador-cego, por sua vez, é convidado a dialogar a partir de referências teóricas, de estratégias metodológicas, com textos de sujeitos os quais, não poderá identifi car. Pesquisadores, doutores, convidados a emprestar sua expertise para avaliar -tomar decisões -gratuitamente, sob textos de qualidade variada. Sendo assim, o processo de avaliação põe em jogo todo o background daqueles sujeitos, suas histórias de vida, seu currículo. Seu olhar, sua disponibilidade marca seu compromisso social com a produção e circulação ética do conhecimento. Agradecemos por
doi:10.17267/2317-3394rpds.v5i2.1169 fatcat:qo24brhhzzedljkv3twsghwdk4