Entrevista: Sonia Bittencourt Silveira

Carolina Scali Abritta, Victoria Wilson
2016 Soletras Revista  
Entrevista concedida às professoras Carolina Scali Abritta e Victoria Wilson Soletras: Que trabalhos você destacaria para os estudantes da área dos Estudos da Linguagem como seminal dentro do campo da Polidez? Podemos destacar, como ponto de partida, os textos dos seguintes autores: R. Lakoff (1973) que aponta a necessidade de, durante as interações sociais, seguirmos duas regras conversacionais básicas: (a) ser claro e (b) ser polido, sendo que esta última pode levar à violação da primeira
more » ... ção da primeira regra em determinas circunstâncias; Brown e Levinson (1987[1978]), por sua vez, defendem a existência, em todas as línguas, de estratégias de polidez destinadas a lidar com a potencial ameaça dos atos de fala às faces dos interagentes e, finalmente, Leech (1983) em suas máximas da polidez adota a metáfora econômica "custo-benefício" que orientaria nossas escolhas das máximas conversacionais por ele apontadas. Soletras: O texto de Brown e Levinson (1987) é um clássico da área. Como você avalia a contribuição dada por esse texto para as pesquisas com polidez? A Teoria da Polidez de Brown & Levinson é um trabalho pioneiro em Pragmática em que há uma tentativa clara de se construir uma ponte efetiva entre os estudos da linguagem, focados em sua função informacional, e, até então, subestimada função interacional da linguagem. Soletras: Muita coisa mudou depois de B&L (1987)? A Teoria da Polidez tem sido criticada por ter como fundamento a teoria dos atos de fala e os princípios conversacionais de Grice (1975). A Teoria dos Atos de Fala, tem como tendão de Aquiles, se considerada a proposta de Searle (1987), a busca pela formalização, na tentativa
doi:10.12957/soletras.2016.24771 fatcat:fgjzh4jwqneu5kk6lwiso5rwua