Mulheres e esporte: processo civilizador ou (des) civilizador

Hugo Rodolfo Lovisolo
2010 Logos  
Pesquisador do CNPq e professor adjunto da Faculdade de Comunicação Social da UERJ é graduado em Sociologia -Universidad de Buenos Aires, mestrado e doutorado em Antropologia Social pela UFRJ e pós-doutorado em Ciências dos Esportes pela Universidade do Porto (1996) e em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires (2009). Resumo O autor parte dos conceitos de Elias sobre o processo civilizador e os que se referem ao modo de se estabelecer configurações de valores ou padrões entre
more » ... drões entre diferentes esferas do social. A continuação focaliza-se o processo de inclusão da mulher em diferentes esferas em direta competição com os homens. O valor da não segregação aparece dominando esses campos. O campo esportivo foi durante bastante tempo, como a guerra, um lugar de não inclusão do feminino. Na atualidade, embora a participação feminina possa ser igualitária à dos homens, continua a segregação por gêneros na prática. O autor levanta duas questões: a) poderia se considerar a resistência à inclusão feminina tendo como um componente a representação de que isso significaria descivilização e b) como explicar a partir do horizonte epistemológico feminista (descontrutivista, antinaturalista, inclusivista e anti-segregacionista) o silêncio sobre a segregação entre homens e mulheres existente no esporte? O autor propõe trabalhar a vinculação entre os dois processos (resistência à inclusão e manutenção da segregação) como podendo ser entendidos a partir da visão descivilizatória do esporte para o gênero feminino. Palavras-chave: Processo Civilizador; Feminismo; Segregação no Esporte. Abstract The point of departure of this article is Elias's concepts on the civilizing process and the ones that refer to the way of establishing value or patterns configurations among different spheres of the social universe. After that, the article focuses on the process of woman's inclusion in different fields in direct competition with men. The value of non segregation is predominant in these fields. The sports field was for many times, like war, a place of no female inclusion. Nowadays, in spite of the fact that female participation may be equal to the men, the segregation for genders continues. The author raises two questions: a) could we consider the resistant to include female as meaning de-civilizing and b) how to explain from the feminist epistemological horizon (unconstrutivistic, antinaturalist, inclusivistic and anti segregationist) the silence about the existing segregation between men and women in sport? The author proposes to work out the relation between the two processes (resistance to inclusion and maintenance of segregation) as if they can be understood from the de-civilization vision of sport for female gender.
doi:10.12957/logos.2010.854 fatcat:agtetbftnrf7jjybvqhuaxgd4q