Frequência do polimorfismo da glicoproteína IIIa de plaquetas (PlA2) em mulheres com diabetes mellitus tipo 2

Anna L. Soares, Marinez O. Sousa, Fernanda R. Freitas, Michelle A. R. Borges, Pedro W. Rosário, Geralda F. G. Lages, Jarbas E. Cardoso, Karina B.G. Borges, Ana Paula S. M. Fernandes, Maria das Graças Carvalho
2009 Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia  
Introdução As plaquetas são pequenos fragmentos citoplasmáticos de megacariócitos que não possuem núcleo, apresentam diâmetro de 2 µm e vida média de seis a dez dias. 1 Apesar da aparência morfológica simples na microscopia ótica, as plaquetas possuem uma estrutura funcional complexa que permite um rápido reconhecimento da lesão vascular e início da formação do tampão plaquetário. 1,2 A glicoproteína IIbIIIa é o receptor de superfície plaquetário mais abundante e apresenta um papel fundamental
more » ... papel fundamental na formação de trombos, pois promove a ligação das plaquetas por intermédio do fibrinogênio e do fator de von Willebrand. 3 Frequência do polimorfismo da glicoproteína IIIa de plaquetas (Pl A2 ) em mulheres com diabetes mellitus tipo 2 O polimorfismo da glicoproteína IIIa de plaquetas está associado a um aumento no risco de doenças arteriais coronarianas. Mulheres com diabetes mellitus tipo 2 apresentam um aumento de cinco vezes no risco para doenças arteriais coronarianas quando comparadas com mulheres não-diabéticas. O objetivo do presente estudo foi verificar a frequência do polimorfismo da glicoproteína IIIa (Pl A2 ) em mulheres com diabetes mellitus tipo 2 e comparar com a frequência descrita na literatura. A análise do polimorfismo Pl A2 foi realizada para 62 mulheres com diabetes mellitus tipo 2 através da reação em cadeia da polimerase seguida de análise do polimorfismo de tamanho de fragmento de restrição (PCR-RFLP). As frequências observadas foram 81% para Pl A1A1 , 18% para Pl A1A2 e 1% para Pl A2A2 . Não houve diferença significativa entre as frequências observadas e as frequências descritas na literatura. Nossos resultados sugerem que a frequência do polimorfismo Pl A2 em mulheres com diabetes mellitus tipo 2 é a mesma observada na população em geral. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. 2009;31(1):15-18. Estudos recentes têm mostrado que o polimorfismo na glicoproteína IIIa (Pl A2 ), em homozigose, está associado a um risco três vezes maior de doença cardiovascular isquêmica e de quatro vezes maior de infarto do miocárdio. A influência funcional do polimorfismo sobre a reatividade da plaqueta permanece sem explicação. 4,5 A associação entre o alelo Pl A2 e eventos cardiovasculares ainda não é considerada um achado consistente, 6 entretanto, já foi descrito que o alelo Pl A2 está associado a um aumento da agregação plaquetária 3 e que o polimorfismo promove uma interação mais intensa com o fibrinogênio. 7 Homens e mulheres com diabetes mellitus tipo 2 apresentam um risco aumentado para doença arterial coronariana
doi:10.1590/s1516-84842009005000003 fatcat:ccr3whh6ibhjxitwejvnzwkhoq