A iminência de morte em questão: a perspectiva e o manejo clínico de psicólogos da saúde pública

Paula M. Pfeifer, Cláudia M. S. Palma
2009 Medicina (Ribeirao Preto Online)  
RESUMO Modelo do estudo: trata-se de uma pesquisa qualitativa. Objetivo: qualificar a prática do psicólogo, isto é, como se posiciona e atua frente às questões referentes à morte no contexto institucional. Metodologia: Inicialmente, foi realizado levantamento sobre o número de psicólogos que atuam na rede pública de Santa Maria, constituindo-se uma amostra de doze profissionais. Posteriormente, realizamos entrevistas semi-estruturadas e individuais, com duração de uma hora. As entrevistas
more » ... s entrevistas gravadas foram transcritas, e em seguida, lidas individualmente, destacando-se as falas que apontavam para o modo de trabalho do psicólogo elaborando-se, a partir da recorrência, categorias de análise, buscando-se articular uma perspectiva grupal. O enfoque teórico utilizado para a análise de dados foi o psicanalítico. Resultados: Os resultados apontaram contradições entre a atuação e o posicionamento referido pelo psicólogo na iminência da morte de um paciente, sobrepondo-se um fazer invadido pela pessoalidade do profissional. Além disso, constatamos o perigo de adotar-se uma prática que pode ser feita por qualquer um, no caso de situações onde não há um manejo específico da morte, destacando-se o predomínio da pessoalidade. Conclusão: apesar da formação em psicologia não conter uma especificidade no que diz respeito à morte, o que impõe ao profissional dificuldades operativas nas situações de morte iminente, essas dificuldades podem ser minimizadas desde que o psicólogo tenha bem definido -para si e para a instituição na qual atua -qual é a sua função, assim, não perdendo a dimensão profissional. Além disso, reforça-se a importância do psicólogo realizar sua terapia pessoal, perante um fazer marcadamente convocador da pessoalidade. Palavras-chave: Psicologia Clínica. Saúde Pública. Morte. Psicologia em Saúde. Introdução Introdução Introdução Introdução Introdução A morte é um fenômeno complexo e de implicações profundas, sobre o qual não há uma formulação estabelecida que indique uma definição única, isto é, quando falamos de morte não necessariamente falamos todos da mesma "coisa". Por exemplo, um jovem submetido às drogas está vivo ou morto? Biologicamente vivo é suficiente à qualificação do que seja estar vivo? Medicina (Ribeirão Preto) 2009;42(4): 451-60 http://www.fmrp.usp.br/revista Pfeifer PM, Palma CMS. A iminência de morte em questão para o trabalho do psicólogo * Roteiro em anexo
doi:10.11606/issn.2176-7262.v42i4p451-460 fatcat:ky4hjgz3mzevjj4u5sxxq2xhgq