Imaginário e Representações de Cavernas: Estudo de Caso com Moradores de Centros Urbanos e de Áreas Cársticas Rurais de São Paulo (Brasil) [ Imaginary and Representations of Caves : A Case Study of Residents in Urban Centers and Rural Karstic Areas of São Paulo (Brazil) ]

Luiz Afonso, V Figueiredo, Sociedade Brasileira De Espeleologia
2001 unpublished
O objetivo do presente trabalho foi avaliar os aspectos metodológicos relacionados ao estudo do imaginário e as cavernas. A pesquisa pautou-se em uma análise documental e bibliográfica e na realização de 4 estudos exploratórios, no período de 1997-2000, envolvendo 255 entrevistados, moradores de áreas cársticas ou de centros urbanas. O método utilizado foi o da associação livre de palavras ao termo indutor: caverna (BARDIN, 1995; SÁ, 1996). Os resultados demonstraram que os significados de
more » ... na variam conforme as características do público-alvo, os estímulos sobre o assunto, a influência dos meios de comunicação e a possibilidade de vivência direta da atividade espeleológica. Entre o universo vocabular associado ao termo caverna foram citadas 178 palavras, destacando-se: escuro, água, morcego, estalactite, beleza, pedra, estalagmite, mistério, natureza, rocha, buraco, frio, que permitiram identificar relações entre os aspectos físico-químicos, biológicos, culturais e psicológicos. Caracterizou-se algumas diferenças entre as representações dos moradores das cercanias de sítios espeleológicos do Vale do Ribeira (São Paulo, Brasil) e os das áreas urbanas estudadas (Região Metropolitana de São Paulo). Os moradores de Iporanga (Capital das Grutas) apresentavam palavras como turismo, aventura, em virtude do envolvimento da população local com o turismo espeleológico. The present paper was designed to evaluate various methodological aspects involving the study of the imaginary in relation to caves. The research consisted of the analysis of the documents and bibliography available, as well as four exploratory studies in the period of 1997 to 2000 including interviews with 255 individuals, some resident in karstic areas and others living in urban centers. The methodology used was free association in response to the inductive term cave (Bardin, 1995; Sá, 1996). The results show that the meaning of the word cave varies according to the subject interviewed, the stimuli provided, the influence of the mass media, and the possibility of direct experience with speleological activity. Among the words evoked were some 178 items, with the most frequently cited being dark, water, bat, stalactite, beauty, stone, stalagmite, mystery, nature, rock, hole, and cold. The results made it possible to identify relationships between various physical, chemical, biological, cultural, and psychological aspects. Some differences was characterized between resident of speleological sites outskirts (Vale do Ribeira) and urban people (Metropolitan Region of São Paulo) representations. The Iporanga residents (Caves Capital of Brazil) evoked words such tourism and adventure because the local population are involved with the speleological tourism.
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