Aleitamento materno no primeiro ano de vida: prevalência, fatores protetores e de abandono

Andreia Sousa Dias, Tânia Monteiro, Dulce Oliveira, Ana Guedes, Cristina Godinho, Ana Margarida Alexandrino
2013
Introdução: O leite materno é o alimento ideal para o recém-nascido (RN). A elaboração de estratégias que visem a sua promoção é um objetivo de Saúde Pública. Para isso é necessário identificar os fatores protetores e de abandono. Objetivo: Determinar a prevalência do Aleitamento Materno (AM) no primeiro ano de vida e identificar os fatores protetores e de abandono. Métodos: Estudo prospetivo descritivo de 147 puérperas com aplicação de um questionário durante o puerpério (Outubro a Dezembro de
more » ... tubro a Dezembro de 2010) e posterior contacto aos 1, 3, 6 e 12 meses (M). Foram registadas variáveis sociodemográficas, vigilância da gravidez, experiência prévia de amamentação, tipo de aleitamento e nomeação das vantagens e dificuldades no AM. Resultados: A prevalência do AM foi: 98% na alta, 95% ao 1M, 76% aos 3M, 56% aos 6M e 31% aos 12M. O AM na primeira hora de vida verificou-se em 90% dos RN e relacionou-se significativamente com o aleitamento materno exclusivo (AME) na alta. As vantagens do AM foram identificadas por 93,2% das mães. As maiores dificuldades foram: horário de amamentação (56%) e a técnica da pega (60%). A experiência positiva, a motivação para amamentar e não usar tetina revelaram-se como fatores protetores do AM até aos 3M. O mesmo se constatou com o conhecimento da técnicapara a permanência do AM aos 9M. A administração de suplementos de leite de fórmula e a noção de hipogalactia influenciaram significativamente o abandono do aleitamento aos 3M. O regresso ao trabalho foi determinante do abandono do AM aos 12M. Conclusão: Verificou-se uma elevada adesão ao AM. As estratégias de intervenção devem promover a mamada na primeira hora, evitar a administração de leite de fórmula e o uso de tetina; após a alta deve ser desmistificada a noção materna de hipogalatia e promover o apoio nos períodos críticos de abandono.
doi:10.25754/pjp.2013.2719 fatcat:gwebm55apvcsrn27yds42wd53e