Amplitude e velocidade dos movimentos mastigatórios em pacientes com doença de Parkinson

Lucas Carvalho Aragão Albuquerque, Hilton Justino da Silva, Leandro Araújo Pernambuco, Sandro Junior Henrique de Lima, Daniele Andrade da Cunha
2017 Revista CEFAC  
RESUMO Objetivo: caracterizar a amplitude e a velocidade dos ciclos mastigatórios avaliados por eletrognatografia em um grupo de indivíduos idosos e confrontar esses dados com outros dois grupos de sujeitos com doença de Parkinson (DP) diferenciados pela característica motora predominante. Métodos: os 42 participantes foram divididos em três grupos: A com 15 voluntários e média de idade de 62 anos, sendo 8 do sexo feminino; B com 14 voluntários Parkinsonianos com rigidez predominante e média
more » ... ominante e média etária de 58 anos, dos quais 7 eram mulheres; e o grupo C com 13 voluntários, com DP e tremor predominante, com média de idade de 64 anos, sendo 4 mulheres. Empregou-se o teste ANOVA para diferença de médias, com contraste post-hoc de Dunnett ou teste t de Student, todos em nível de significância de 0,05. Resultados: houve maiores diferenças entre as medias dos grupos A e B no numero total de ciclos mastigatórios (A= 23,13 ± 1,41 B=18,21 ± 1,70) [p=0,034] e nas amplitudes máxima de abertura de boca (A= 34,66 ± 2,04 B=26,72 ± 2,49) [p=0,018], lateralização para direita (A=7,02 ± 0,59 B=5,80 ± 0,97) [p=0,036] e para esquerda (A=6,44 ± 0,64 B=3,35 ± 0,80) [p=0,039]. Conclusão: tendo o grupo de idosos superado as medias, na movimentação mandibular durante a mastigação, do grupo de parkinsonianos com rigidez significativamente. Podemos concluir que, é provável que fatores como a rigidez parkinsoniana possam comprometer a mastigação de indivíduos com a doença de Parkinson.
doi:10.1590/1982-021620171919516 fatcat:3w3ciskvujhavghh6skxajmnne