A batalha das línguas artificiais (volapük, o primeiro ator)

Roberto Garvía
2012 Tempo Social  
A batalha das línguas artificiais (volapük, o primeiro ator) Na noite de 18 de julho de 1831, e como uma premonição de uma vida notável, uma nova ilha, Ferdinandea, surgiu no mar Mediterrâneo, devido à atividade vulcânica. Nessa mesma noite, nasceu Johann Martin Schleyer, como ele comenta afetuosamente em sua autobiografia. Quarenta e oito anos depois, Schleyer, então um padre católico na pequena cidade de Litzelstetten, no sul da Alemanha, viveu mais uma noite memorável: [...] de uma maneira
more » ... .] de uma maneira um tanto misteriosa e mística, em uma noite escura no presbitério de Litzelstetten, perto de Constança, na sala do canto do segundo andar, de onde se tem uma vista do pátio, enquanto eu refletia vividamente sobre as loucuras, mágoas, aflições e infelicidades do nosso tempo, todo o edifício da minha língua internacional de repente apareceu diante de meus olhos espirituais em todo o seu esplendor. Para prestar homenagem à verdade, e deixar que ela dê seu testemunho, tenho de dizer que naquela noite de março de 1879 eu estava muito cansado; portanto, só posso proclamar com toda a gratidão e humildade que devo ao meu gênio bom todo o sistema da língua internacional volapük. Em 31 de março de 1879, comecei a compilar e anotar pela primeira vez os princípios da minha gramática (apud Haupenthal, 2005a, p. 33). Embora ele não soubesse, nem se importasse muito quando foi informado -confiante em sua elevada proeza intelectual -, Schleyer não era o Palavras-chave: Path dependence; Volapük; Língua franca; Esperanto. Abstract The battle of the artificial languages (volapük, the first mover) This article is part of an ongoing research project on the battle of artificial languages (Volapük, Esperanto and Ido) that took place at the start of the twentieth century, when the absence of a lingua franca and the demands of a more globalized world made some people believe that an artificial language could be the solution to the world's communication problemas. The article sets out from the literature on standardization and path dependence, emphasizing the need to focus on leadership and entrepreneurial imprinting to gain a beteer understanding of path dependence processes and standardization outcomes. For space reasons, though, this article only concentrates on the first mover: Volapük.
doi:10.1590/s0103-20702012000200004 fatcat:b4jrushgvzgmxc2heramckixfy