COMUNIDADES DE PRÁTICAS SOCIAIS E O DEBATE SOBRE A FORMAÇÃO DO PSICÓLOGO

Norma Da Luz Ferrarini, Denise De Camargo, Yára Lúcia Mazziotti Bulgacov
2016 International Journal of Developmental and Educational Psychology Revista INFAD de psicología  
Abstract:SOCIAL PRACTICE COMMUNITIES AND DEBATE ABOUT PSYCHOLOGY EDUCATIONThis article presents reflections upon application of the concept of a social practice community, specifically involving psychology students in a reflective process about their university educations. Students from the fourth and fifth years of the psychology programs at the Federal University of Parana (UFPR) and Tuiuti University of Parana (UTP) participated. The primary objective of this activity was to unite students
more » ... to unite students from two different higher education institutions, one public and one private, so that they could combine their thoughts about their professional educations. Stemming from the theoretical perspective of historical-cultural psychology, the assumption was that when subjects from different cultures (hence embedded into communities with specific social practices) develop common activities with opportunities for sharing meanings, establishing personal relationships, and sharing life experiences, differences would spur involved subjects into further reflection, self-awareness, learning, and development. The principle behind the methodology consisted of our belief that the group process where subjects shared their experiences, memories, and reflections about previous years in the respective programs and their education as psychologists is as important as the final result of these activities. Interpretive analysis of the results indicates an overall orientation towards clinical practice and training at UTP and towards research at UFPR. The education at UFPR is more general and strongly based upon epistemological and theoretical assumptions, while that at UTP is aimed more at the job market and practical application of clinical psychology. The students from the two universities themselves concluded that they didn't feel confident and sufficiently prepared enough to act autonomously as professional psychologists. We consider that participation in this research project enabled students to have a more critical reflection about psychology education, affecting development of their professional identities.Keywords: The psychologist formation; Social practice community; Theory and practice.Resumo:Este artigo apresenta reflexões sobre a aplicação do conceito de comunidade de prática social junto a estudantes de Psicologia em um processo de reflexão sobre a formação universitária. Participaram estudantes do quarto e quinto ano dos cursos de Psicologia da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Tuiuti do Paraná. Esta atividade teve como objetivo principal aproximar alunos de duas diferentes instituições de ensino (uma pública e outra particular) para que em conjunto refletissem sobre sua formação profissional. Decorrente da perspectiva teórica adotada da Psicologia histórico-cultural o pressuposto foi o de que quando sujeitos de culturas diferentes, portanto, inseridos em comunidades de práticas sociais singulares, desenvolvem atividades comuns com oportunidade de partilharem significados, estabelecerem relações pessoais, compartilharem suas vivências no mundo. As diferenças que aparecem nessa relação são mobilizadoras para uma aprendizagem participativa, significativa, emotiva-expressiva e reflexiva e para o desenvolvimento dos sujeitos envolvidos nessa experiência. Em relação à metodologia tínhamos como princípio que o processo do grupo de trocar experiências, recordações sobre os anos anteriores do curso e as reflexões partilhadas sobre a formação profissional de psicólogos era tão importante quanto o resultado das atividades as quais deveriam ser planejadas pelos próprios estudantes. A análise interpretativa dos resultados indicou orientação predominante para a formação e prática clínica no caso da UTP e para a pesquisa na UFPR; uma formação mais generalista e fortemente embasada em pressupostos epistemológicos e teóricos na UFPR, enquanto na UTP uma formação mais voltada para o mercado de trabalho e para a aplicação prática da Psicologia clínica. Os próprios estudantes das duas universidades concluíram não se sentirem seguros e com formação suficiente para enfrentarem o exercício autônomo da profissão de psicólogos. Consideraram que a participação nesse projeto possibilitou uma reflexão crítica sobre a formação do psicólogo, com efeitos na constituição de suas identidades profissionais.Palavras-chave: Formação do psicólogo; Comunidade de prática social; Teoria e prática.
doi:10.17060/ijodaep.2014.n1.v2.443 fatcat:yddf7b74vfbavmx424x3pckkuq