Apresentação

Ana Maria Lisboa De Mello, Maria Luiza Bonorino Machado, Cláudia Mentz Martins
2005 Organon  
O presente número da revista Organon, que tem como tema "O estranho, o maravilhoso, o fantástico", traz artigos escritos por docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação de várias instituições do Brasil e do exterior. Ao final, há uma série de textos que analisam obras literárias redigidas, entre outros, por Witold Gombrowicz, Czeslaw Milosz e S.I. Witkiewicz. Para facilitar a discussão do tema central, dividimos os textos em duas seções. A primeira é intitulada "Caminhos do fantástico: do
more » ... s do fantástico: do Romantismo à modernidade". Nela são abordados textos de cunho teórico sobre o fantástico e artigos que analisam obras da literatura ocidental, com exceção da brasileira, foco da segunda seção, "Do estranho ao fantástico: manifestações na literatura brasileira". Ambas estão organizadas cronologicamente. O primeiro texto, Do fantástico em literatura, é um a tradução inédita de Du fantastique en littérature, escrito por Charles Nodier em 1830. Tratase do primeiro material teórico sobre o fantástico que se tem notícias. Tzvetan Todorov, um dos mais conhecidos e citados autores sobre o assunto, menciona-o diversas vezes no livro Introdução à literatura fantástica, tendo-o como referência. Patrícia Willemin propõe uma discussão do fantástico com o cognitivo. Para isso, desenvolve a análise de narrativas consideradas relevantes e canônicas a respeito do fantástico, a exemplo de algumas escritas por , no artigo O fantástico e os discursos do saber. Os textos voltados eminentemente às análises literárias têm início com Noëlle Benhamou, em Du fantastique maupassantien: la femme surnaturelle, que focaliza a figura da mulher e a maneira como ela indica a aproximação entre o fantástico e o realismo na narrativa de Guy de Maupassant. Também demonstra a oscilação entre o fantástico e o fantasmático nas obras discutidas. A autora traz uma significativa contribuição aos estudos do escri-Apresentação Organon, Porto Alegre, n o 38/39, janeiro-dezembro, 2005, p. 1-326
doi:10.22456/2238-8915.30057 fatcat:urrxg2z7dvc3fnt6r2wpifxfuu