A cidade celeste e a cidade terrena das origens ao dilúvio: De Civitate Dei XV, 17-27

Adélio Fernando Abreu
2020
Ao longo dos livros XI a XIV do De Civitate Dei, Agostinho reflectira sobre a origem das cidades celeste e terrena, sublinhando o papel de Deus nesse acto criador'. Situou-as na esfera da transcendencia, num est.& dio anterior a sucessao temporal dos factos. veio ao de cima a relacdo entre bem e mal inerente ao destino humano. Corn o livro XV, presumivelmente escrito por volta do ano 421, inicia-se uma nova seccào da obra, que se prolonga ate ao XVIII 2. A reflex-a° agostiniana deambula sobre o
more » ... na deambula sobre o desenvolvimento histerico das duas cidades, procurando mostrar no Antigo Testamento a prefiguracäo do Novo e nas suas figuras a prefiguracao de Cristo e da Igreja. Agostinho decide colocar <ma histeria, na imanencia e na serie dos eventos, o infinito conteildo do acto criador e do desIgnio transcendente da providencia de Deus» 3 . Passa da ordem ontolegica a ordem histerica, na qual as duas ' Recorreremos as seguintes siglas pars identificar as edicOes das fontes utilizadas: BA -: Otte Nuova, 1997, XXXIII. ' eIn quests quarts pane dell' opera (libri XV-XVBI) la trattazione agostiniana svolge l'assunto del porsi nella storia, nell'immanenza e nella serie degli eventi, l'infinito contenuto dell'atto creativo e del trascendente disegno delta provvidenza di Dim. -Domenico Gemara, Introduzione. Libri XV-XVIII: NBA 5/2, 365. Cf. Jean-Claude Guy,
doi:10.34632/humanisticaeteologia.2006.8216 fatcat:qv7gvs7gdvbatkx6arjeuuw3re