As principais causas de concordatas

W. J. Huitt Yardley Podolski
1968 RAE: Revista de Administração de Empresas  
Aquêles que não querem aprender do passado, estão condenados a vivê-lo novamente." -SANTAYANA. INTRODUÇÃO * Durante os últimos oito anos, examinamos os Balanços e Contas de Lucros e Perdas de 41 emprêsas que nesse período entraram com petição em juízo, pleiteando a proteção concordatária. Na maioria dos casos tivemos a oportunidade de rever os dados relativos aos 4 ou 5 anos imediatamente precedentes ao ano da petição. Por mais incrível que pareça, a nossa pesquisa não descobriu nenhum caso
more » ... riu nenhum caso onde se pudesse culpar diretamente a conjuntura econômica pelo mau estado das emprêsas sob exame. Podemos dizer que aconteceu quase o contrário: as condições econômicas, com possível exceção de dois casos, favoreciam sempre as respectivas operações, independentemente do ramo; foram as emprêsas que arruinaram e corromperam as possibilidades oferecidas pela conjuntura. É óbvio que nos negócios existem e existirão sempre os períodos de certa estagnação. Quando, porém, êstes não têm um caráter de catástrofe, os nossos estudos provam que há poucas razões para que uma emprêsa entre em completo desequilíbrio operacional e financeiro, ocasio-
doi:10.1590/s0034-75901968000200001 fatcat:fls2tufbevc6dm7a5ia4j7fwve