Emprego da nimodipina (oxigen) como protetor cerebral na cirurgia de revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea em pacientes idosos

Ricardo Manrique, Ricardo Pavanello, Hélio M. de Magalhães
1996 Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery  
RBCCV 44205-316 Manrique R, Pavanello R, Magalhães H M -Emprego da nimodipina (oxigen) como protetorcerebral na cirurgia de revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea em pacientes idosos. Rev Bras Cir Cardiovasc 1996; 11 (4) : 248-58. RESUMO : Aproximadamente 5% dos pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com auxílio da circulação extracorpórea apresentaram problemas neurológicos. Avaliando funções neuropsíquicas, as alterações atingem de 50% a 70% dos casos. Os idosos são mais
more » ... Os idosos são mais vulneráveis; nestes, a freqüência de acidente vascular cerebral (AVC) aproxima-se dos 9% . Considerando que a população envelhece a um ritmo acelerado e que o coronariopata freqüentemente passa dos 65 anos de idade, é fundamental pesquisar meios profiláticos para diminuir esta incidência. Este é um estudo piloto, duplo cego, randomizado e controlado com 64 pacientes, 30 no Grupo nimodipina e 34 no Grupo placebo . As variáveis demográficas e diagnósticas pré-operatórias foram homogêneas, com exceção da incidência de isquemia cerebral transitória. O Grupo nimodipina, mesmo com programação cirúrgica e evolução intra e pós-operatória mais complicadas, apresentou menor número de casos neurológicos. NoGrupo nimodipina foram constatados 3 casos de confusão mental e, no Grupo placebo, além de 3 casos de confusão mental, foram diagnosticados mais 2 casos de sonolência e 1 AVC isquêmico com seqüela. No total , foram 3 (10%) casos em 30 pacientes no Grupo nimodipina, e 6 (17,64%) em 34 pacientes no Grupo placebo, caracterizando uma redução de 76,4%. LEGAUL T et aI. (15) relatam uma elevada mortalidade de pacientes em uso de nimodipina, quando operados para troca valvar, causada, principalmente, por hemorragia. Nós não encontramos esta correlação. A mortalidade hospitalar é similar em ambos os grupos (1 paciente em cada) e o sangramento não é estatisticamente diferente (1 caso de hemorragia importante no Grupo nimodipina). No seguimento até 41 meses, a mortalidade no Grupo placebo foi maior (4 pacientes) que no Grupo nimodipina (1 paciente). DESCRITORES: Revascularização miocárdica. Isquemia cerebral, prevenção e controle . Confusão, prevenção e controle . Nimodipina, uso terapêutico. Nimodipina administração e dosagem. Revascularização miocárdica, mortalidade. Circulação extracorpórea, efeitos adversos. Método duplo-cego.
doi:10.1590/s0102-76381996000400005 fatcat:vf3fwvro25hkza6xjzsvkjopoi