Protetor físico, bioestimulante e adubação nitrogenada na emergência e crescimento inicial do paricá em campo

Aldair Ricardo Barea, Ana Paula Leite Lima, Sebastião Ferreira Lima, João Batista Leite Junior, Hilária Andrade Viana Meireles
2020 Scientia Forestalis/Forest Sciences  
Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado. Scientia Forestalis, 48(127), e3314, 2020 | https://doi.Meireles, H. A. V. (2020). Protetor físico, bioestimulante e adubação nitrogenada na emergência e crescimento inicial do paricá em campo. Scientia Forestalis, 48(127), e3314.
more » ... /10.18671/scifor.v48n127.25 Resumo Com objetivo de avaliar a influência do protetor físico e bioestimulante na emergência de paricá e o uso de bioestimulante associado à adubação nitrogenada no seu crescimento inicial, em semeadura direta no campo, foi instalado um experimento em blocos casualizados, em esquema fatorial 5x2, que foi dividido em duas etapas. A primeira etapa testou cinco doses de bioestimulante (0; 5; 10; 15; 20 mL L -1 ), com e sem a utilização do protetor físico (SP: sem protetor; CP: com protetor), com três repetições. A segunda etapa consistiu da combinação das mesmas cinco doses de bioestimulante com a aplicação ou não da adubação nitrogenada. A partir da implantação, foi realizado o monitoramento do experimento. Entre os 31 e 360 dias após a semeadura (DAS) foram realizadas mensurações de: altura total (HT), diâmetro do colo (Dc), diâmetro de copa na linha (DCL) e na entrelinha de plantio (DCEL). Com os dados coletados foram calculados a taxa de emergência (EM), de sobrevivência (SOB) e o índice de velocidade de emergência (IVE). A interação entre bioestimulante e protetor físico não interferiu na EM, SOB e IVE. O crescimento foi maior na ausência do protetor físico, com as doses variando entre 13,1 mL L -1 para Dc e 14,9 mL L -1 para DCEL. A interação entre bioestimulante e adubação nitrogenada interferiu positivamente no crescimento, entre as doses de 13,8 mL L -1 para DCL e 16,8 mL L -1 para HT. Concluiu-se que a utilização de protetor físico não proporciona resultados positivos para o crescimento inicial do paricá, assim como EM, SOB e IVE. Já a utilização de bioestimulante foi benéfica ao crescimento inicial de paricá, promovendo primeiro o crescimento da copa e, em seguida, da altura. Esses resultados positivos foram confirmados mesmo um ano após a semeadura no campo e a aplicação do bioestimulante ter sido feito somente na fase de sementes. Palavras-chave: Espécies nativas; Estimulante vegetal; Schizolobium parahyba var. amazonicum. Abstract In order to evaluate the influence of the physical protector and bio-stimulant on the emergence of parica and the use of bio-stimulant associated to nitrogen fertilization on its initial growth, in direct sowing in the field, a randomized block experiment was installed in a 5x2 factorial scheme, which was divided into two steps. The first step tested five doses of bio-stimulant (0; 5; 10; 15; 20 mL L -1 ), with and without the use of the physical protector (SP: without protector, CP: with protector), with three replicates. The second stage consisted of the combination of the same five doses of bio-stimulant with the application or not of nitrogen fertilization. From the start the experiment was monitored. Between 31 and 360 days after sowing (DAS): total height (TH), stem diameter (Dn), diameter of the canopy in the line (TDL) and between Protetor físico, bioestimulante e adubação nitrogenada na emergência e crescimento inicial do paricá em campo Scientia Forestalis, 48(127), e3314, 2020 2/11 lines (TDIN) were measured. With the data collected, the rate of emergency (EM), survival (SUR) and emergency speed Index (ESI) were calculated. The interaction between the bio-stimulant and physical protector did not interfere in EM, SUR and ESI. Growth was greater in the absence of the physical protector, with doses ranging from 13.1 mL L -1 to Dn and 14.9 mL L -1 to TDIN. The interaction between the bio-stimulant and nitrogen fertilization interfered positively with growth, between the doses of 13.8 mL L -1 to TDL and 16.8 mL L -1 to TH. In conclusion, the use of physical protector does not provide positive results for the initial growth of parica, nor on EM, SUR and ESI. On the other hand, the use of the biostimulant was beneficial for the initial growth of parica, promoting first the growth of the canopy and then height. These positive results were confirmed even one year after field sowing when the application of the bio-stimulant was done only in the seed phase.
doi:10.18671/scifor.v48n127.25 fatcat:svocxnnljvhshbtrsrsisu3tuu