PREVALENCE OF MAJOR DEPRESSION IN PATIENTS WITH BREAST CANCER

Sionara Melo Figueiredo de Carvalho, Italla Maria Pinheiro Bezerra, Thiago Holanda Freitas, Ricardo César Da Silva Rodrigues, Idelfonso Oliveira Chaves de Carvalho, Aline Quental Brasil, Francisco Telésforo Celestino Júnior, Lucyo Flávio Bezerra Diniz, Alexandra Paz-Cox, Luiz Carlos de Abreu
2015 Journal of Human Growth and Development  
INTRODUÇÃO O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente na população mundial e o mais comum entre as mulheres, sendo uma das principais causas de morte entre elas em todo o mundo 1-3 . Ocorreram cerca de 520.000 mortes por cân-cer em 2012. No Brasil em 2010, o número de óbitos por esta neoplasia foi de 12.852 (147 homens e 12.705 mulheres) 2 e essas taxas de mortalidade continuam elevadas no país porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados 3 . O câncer traz
more » ... câncer traz demandas específicas sobre os indivíduos, sendo estressores substanciais tanto seu Aplicação clínica: fazer a triagem das pacientes com câncer de mama sem diagnóstico prévio de depressão de forma adequada, evitando-se classificar sintomas depressivos subsindrômicos ou transtornos depressivos moderados como depressão maior. RESUMO: Introdução: o câncer de mama é uma das principais causas de morte entre as mulheres no Brasil e no mundo. O diagnóstico de neoplasia mamária geralmente representa uma sobrecarga emocional, podendo desencadear reações de ajustamento ou mesmo ser gatilho de quadros afetivos (principalmente depressão), ansiedade ou até mesmo psicoses. O Inventário de Depressão de Beck (IDB) é um dos instrumentos mais usados para avaliação de depressão, tanto em pesquisa quanto em clínica. A prevalência de depressão em pacientes com câncer tem variado bastante em diferentes trabalhos, de 3 a 55%. A falta de padronização, especialmente no que diz respeito aos métodos de avaliação, escore/ponto de corte, tipo de entrevista e critérios para diagnóstico contribuem para a grande discrepância nos achados desses estudos. No geral, quanto mais especificamente o termo depressão é definido e avaliado, menores índices de prevalência são reportados. Vários trabalhos falharam em mostrar significância estatística entre depressão e variáveis relacionadas ao câncer, sugerindo que os fatores de risco para depressão parecem estar mais relacionados à própria paciente, como variáveis contextuais e fatores pré-mórbidos inerentes à sua personalidade, do que ao câncer em si ou ao seu tratamento. Objetivo: determinar a prevalência de depressão maior em mulheres com câncer de mama. Método: foi realizado um estudo transversal de prevalência em mulheres com câncer de mama. A amostra foi constituída por 51 pacientes que responderam o Inventário de Depressão de Beck (IDB). Considerou-se como presença de depressão os escores maiores do que 20. Foi aplicado também um questionário contendo dados complementares referentes às pacientes (idade, estado civil, etnia, escolaridade, renda familiar mensal, história familiar de depressão e de câncer de mama) e ao câncer (tempo de diagnóstico, estadiamento, tipo de tratamento, ocorrência de alopécia). Foi realizada análise descritiva e teste de associação (qui-quadrado). Resultados: a prevalência de depressão maior encontrada foi de 5,9%, semelhante à observada na população feminina não portadora de câncer de mama. 21,6% apresentaram sintomas depressivos subsindrômicos (escores do IDB de 16 a 20). A partir do teste de qui-quadrado, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p < 0,05) na classificação do IDB em função das variáveis testadas (características referentes às pacientes e ao câncer em si), indicando que o contexto isolado das variáveis não exerce influência sobre o evento depressão. Conclusão: mulheres com câncer de mama apresentaram prevalência de depressão maior de 5,9%. Palavras-chave: câncer de mama, neoplasia de mama, prevalência, estudos transversais, depressão maior, transtorno de humor.
doi:10.7322/jhgd.96770 fatcat:b5ahtou25fahjflx6yazvfow7m