Avaliação do diagnóstico de depressão realizado por médicos da Atenção Primária à Saúde de Anápolis

Ana Carolina Dos Santos Torquato, Bianca Ganzarolli de Souza dos Santos Oliveira, Cristiana Marinho De Jesus França, Deon Vinícius Moreira Pimentel, Fernanda Vale Guimarães, Talita Braga, Valter Luiz Moreira de Rezende
2018 Revista Educação em Saúde  
A Atenção Primária à Saúde (APS) tem grande influência no prognóstico da depressão, por conter representativos índices da população com Transtorno Depressivo Maior (TDM), sendo, portanto, fundamental um diagnóstico e condutas corretas. O objetivo deste estudo é conhecer como é abordada a Depressão Maior pelos médicos da APS de Anápolis, pesquisando quais os instrumentos utilizados para o diagnóstico e qual embasamento teórico/prático/científico é utilizado, investigando conduta e manejo adotado
more » ... ta e manejo adotado em pacientes com o transtorno. Para tal foi utilizado um questionário estruturado que foi preenchido pelo entrevistado, com finalidade de avaliar os conhecimentos dos critérios diagnósticos e conduta. Com relação ao embasamento teórico acerca do TDM, 50% tem seu conhecimento advindo de livros e 17,5% fazem uso do DSM 5. Foram utilizados como critérios para o diagnóstico de depressão: alucinações, por 22,5% dos médicos; Alteração do sono e falta de energia, por 70%. Dos profissionais, 15% assinalaram como critérios usados para o diagnóstico, outros transtornos da saúde mental. Com relação ao manejo e conduta adotados pelos médicos, 12,5% encaminham todos os casos, 27,5% sentem-se totalmente seguros para tratar e 33,3% sentem-se totalmente seguros em manejar casos de depressão junto ao psiquiatra. Os resultados indicam que uma proporção considerável dos clínicos da rede primária de saúde diagnosticam e manejam este transtorno de maneira inadequada, averiguado através dos erros conceituais, falta de embasamento e utilização equívoca e confusa dos critérios diagnósticos, sugerindo que o diagnóstico de depressão tem sido feito através de conhecimento empírico e não da Medicina Baseada em Evidências.
doi:10.29237/2358-9868.2018v6i1.p70-79 fatcat:zbrtz5sp6fccncmlysp2bod44q