Linhas Críticas: 15 anos de difusão do conhecimento científico em educação (1995-2010)

Antônio Villar Marques de Sá
2011 Linhas Criticas  
Com este número, nossa revista atinge uma década e meia de publicação. Além da versão impressa, desde 1999 é disponibilizada uma versão online para auxiliar na articulação entre os diferentes setores do processo editorial -autores, leitores, conselheiros e técnicos -, promovendo o acesso às principais informações, oferecendo textos integrais e resumos. Ao longo desse tempo, diversos aprimoramentos foram introduzidos. No intuito de propiciar às pessoas cegas e deficientes visuais o acesso ao
more » ... ais o acesso ao conhecimento, foram editadas, em caráter experimental, uma versão em Braille (volume 9) e outra versão em cd-rom (volumes 9 a 11). Com o advento de programas como Dos Vox (UFRJ) e similares, esse público passou a ter acesso facilitado pela versão online. Para favorecer o intercâmbio com a comunidade internacional, foram acrescentados resumos em francês e espanhol, possibilitando uma circulação em quatro línguas e incrementando a indexação nacional e internacional. Cabe destacar que, a partir deste número 31, contamos com mais um indexador de impacto internacional. Trata-se do 'Sistema de Información Científica Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal', com sede na Universidad Autónoma del Estado de México. Sendo assim, hoje, nosso periódico está presente em sete bases de indexação no Brasil, na França e no México: BBE, BVE, Clase, Francis, Iresie, Latindex e Redalyc. Completados 15 anos de circulação, Linhas Críticas vem atendendo aos critérios de qualidade editorial do Comitê Qualis (Anped e MEC) em seus eixos de normalização, publicação, circulação, autoria e gestão, e está avaliada como publicação B1. Ao longo desse período, dos 504 textos recebidos, 147 foram recusados e 48 continuam em avaliação. Publicaram-se três apresentações de dossiês, cinco homenagens, 26 resenhas de livros e 275 artigos científicos de 365 pesquisadores de 15 países: Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, México, Portugal, Rússia, Timor-Leste e Uruguai. Também divulgaram-se 27 editoriais. Em 2010, visando tornar a leitura mais agradável, Linhas Críticas adotou formato maior (24 cm x 17 cm) e novo layout. No que tange especificamente à sua composição, este trigésimo primeiro número da revista contou com a participação de Catia Piccolo Viero Devechi e Wivian Weller como editoras convidadas para elaboração de um dossiê sobre hermenêutica, teoria crítica e educação, com textos de renomados pesquisadores alemães e brasileiros. Enquanto a Hermenêutica traz a perspectiva do interpretar e da produção de sentido, a Teoria Crítica traz o comportamento questionador das formas de dominação, se colocando como panoramas de pensamentos indispensáveis à auto-compreensão e à reestruturação do campo pedagógico. Assim, Heinz-Hermann Krüger e Anne Schippling analisam o desenvolvimento do conceito de Ciência Crítica da Educação na Alemanha desde a década de 1960 e concluem que ela terá perspectiva no século 21 como ciência reflexiva e interdisciplinar.
doi:10.26512/lc.v16i31.3601 fatcat:eac7bdma5zb75firvipcvaobdq