FREQUENCY OF FUNCTIONAL AND MUSCULAR CHANGES AFTER HEAD AND NECK RADIATION THERAPY. A CROSS-SECTIONAL STUDY

Eloisa Aparecida Nelli, Debora Foger, Paulo Sérgio da Silva Santos
2020 Brazilian Journal of Development  
Head and neck cancer is considered a mutilating disease, the therapeutic modalities for treatment include surgical, radiotherapeutic and chemotherapeutic procedures. The aim was to evaluate functional and muscular alterations in the head, neck, scapular girdle and upper extremities of individuals with head and neck cancer after radiotherapy. Cross-sectional study with retrospective data. Seventy-one medical charts were selected, analyzing in each of them the routine of the physiotherapeutic
more » ... ysiotherapeutic diagnosis of patients that includes information about the disease, physical examination and diagnosis of pain and limitation of movement. The results showed muscular alterations in all patients, most of the changes occurred in the area close to the irradiated site, such as the trapezius (90.1%) and pectoral (80.3%) muscles. All patients underwent radiotherapy, 29 (40.8%) used conventional cobalt therapy and 42 (59.2%) intensity-modulated radiation therapy (IMRT). The most used dose among the patients was 6,300 cGy. The Bisserial Correlation Test showed a correlation between the dose of radiotherapy and the segments: temporomandibular dysfunction, sternocleidomastoid, trapezius, pectoralis, cervical, shoulder, winged scapula, and sensory alterations. Radiation therapy in head and neck cancer causes functional and muscular changes in the irradiated regions. The present study showed that areas that were not directly irradiated should be better studied. 53918 RESUMO O câncer de cabeça e pescoço é considerado uma doença mutilante, as modalidades terapêuticas para o tratamento incluem procedimentos cirúrgicos, radioterapêuticos e quimioterápicos. O objetivo foi avaliar alterações funcionais e musculares na cabeça, pescoço, cintura escapular e membros superiores de indivíduos com câncer de cabeça e pescoço após radioterapia. Trata-se de um estudo transversal com dados retrospectivos. Foram selecionados 71 prontuários, analisando em cada um deles a rotina do diagnóstico fisioterapêutico dos pacientes, que inclui informações sobre a doença, exame físico e diagnóstico de dor e limitação de movimento. Os resultados mostraram alterações musculares em todos os pacientes, a maioria das alterações ocorreu na área próxima ao local irradiado, como os músculos trapézio (90,1%) e peitoral (80,3%). Todos os pacientes foram submetidos à radioterapia, 29 (40,8%) utilizaram terapia convencional com cobalto e 42 (59,2%) radioterapia com intensidade modulada (IMRT). A dose mais utilizada entre os pacientes foi de 6.300 cGy. O Teste de Correlação Bisserial mostrou correlação entre a dose de radioterapia e os segmentos: disfunção temporomandibular, esternocleidomastóideo, trapézio, peitoral, cervical, ombro, escápula alada e alterações sensoriais. A radioterapia no câncer de cabeça e pescoço causa alterações funcionais e musculares nas regiões irradiadas. O presente estudo mostrou que áreas que não foram diretamente irradiadas deveriam ser melhor estudadas. Palavras-Chave:Neoplasias de cabeça e pescoço, Radioterapia, Fisioterapia, Qualidade de vida.
doi:10.34117/bjdv6n7-875 fatcat:ialmvubbkvebpfalhe2he5z37m