Memory and Literature: a hermeneutic perspective

Luciana Ferreira Tavares
2012 Vértices  
Este artigo reflete sobre a memória e a literatura, ambas inseridas numa perspectiva hermenêutica. Mostraremos que uma obra literária tanto quanto um documento e/ou arquivo histórico precisam ser interpretados, isto é, não devem ser compreendidos somente no que dizem, mas também nas experiências que testemunham em suas entrelinhas. O que os leitores apreendem desta narrativa históricoliterária não seria a vida em si, que permanece um enigma, entretanto, compreenderia os significados em que a
more » ... ficados em que a vida se traduz, ou seja, suas categorias. Uma dessas categorias manifesta-se nas obras artísticas: a estética e o seu anverso -a ética. A literatura pode ser vista como uma obra ensaística que se opera na manifestação específica da linguagem. Palavras-chave: Memória. Literatura. Experiência Testemunhal. Linguagem. This article reflects on mem ory and literature, both in a hermeneutic perspective. It shows that both literary writings and documents and/ or historical archives must be interpreted. This means they are not to be understood by what they say, but also by experiences they witness in within the text. What readers learn from this historical and literary narrative is life itself, which remains a mystery; however, they can understand the meanings through which life is manifested -its categories. One of these categories manifests itself in the artistic writings: esthetic and its oppositeethic. Literature can be seen as a rehearsed piece that operates in the frame of life -in the specific manifestation of the language. A Literatura e a Formação Humana Toda vivência implica os horizontes do anterior e do posterior e se funde, em última análise, com o continuum das vivências presentes no anterior e no posterior para formar a unidade do fluxo da vida. (HANS-GEORG GADAMER). Existe algo nas estruturas profundas de nosso pensamento que nos impulsiona a busca do desconhecido, de modo que é a precedência e a potencialidade constante do nãoser que outorgam à criação o esplendor de sua existência e a vulnerabilidade de sua verdade. A criação, por isso, oferece-se por definição como aquilo que afirma a liberdade e que inclui e exprime, em sua encarnação, a presença de tudo que esteja ausente de sua essência ou de tudo que poderia ter assumido uma forma radicalmente diversa (STEINER, 2003, p.143).
doi:10.5935/1809-2667.20120035 fatcat:jhmq57ar2zdj3lbiu245dy3w4a